A GREVE DOS PETROLEIROS: REBELDIA SEM CAUSA

A Advocacia Geral da União e a direção da Petrobrás apontam,na ação apresentada ao Tribunal Superior do Ttrabalho, que é puramente política a pauta da greve anunciada no sábado pela Federação Única dos Petroleiros, com previsão de durar 72 horas. A lista de reinvidicações inclui a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis e a saída imediata do atual presidente da Petrobras, Pedro Parente. O movimento também é contrário a uma possível privatização da empresa. Só faltou os chavões “Fora Temer” e “Lula Inocente”.

GREVE PARA TESTES

Ontem em Brasília, os comentários indicavam que a greve de 72 horas convocada para começar hoje pelos verdadeiros donos e beneficiários da Petrobrás, os petroleiros, vai funcionar como test drive, para testar a reação da própria categoria,e da Jutiça do Trabalho. Se colar, será ampliada além das 72 horas inicialmente previstas.

ALGUÉM VAI PAGAR ESTA CONTA

A BRF começou ontem a doar 52 toneladas de alimentos que estavam em duas carretas retidas em bloqueios em Santa Catarina e Goiás. Como havia o risco das carretas ficarem sem combustível para manter a refrigeração necessária dos produtos, os produtos foram doados para duas cidades. Futuramente, esta e toda a conta será repassada a todos os contribuintes, através de um natural aumento dos preços destes produtos.

NO GABINETE DA CRISE

Tal como numa recuperação de faltas que normalmente se aplica a alunos ou professores faltosos, o presidente da Assembleia Legislativa, Marlon Santos, e outros 17 deputados estiveram ontem no chamado Gabinete da Crise, instalado pelo governo do estado, para tomarem conhecimento dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros no estado. Foi a atividade encontrada pelo legislativo para fazer una lição de casa, e substituir a realização de sessão deliberativa esta semana. E a vida segue.

COMANDANTE MILITAR DO SUL: “HORA DE DAR UM BASTA”

Comandante Militar do Sul,o general de Exército Geraldo Antônio Miotto, que opera com 54 mil homens no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, avaliou ontem na reunião do gabinete instalado pelo governo do Estado, que o momento é de dar um basta frente às paralisações que prejudicam a sociedade. “Chegou o momento do limite do caos, e quem está sofrendo com isso é o pequeno produtor, que não consegue escoar a produção”.

GREVE TRAZ PREJUÍZO DE R$ 50 MILHÕES PARA A CAPITAL

O secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto estima a greve dos caminhoneiros deverá impactar negativamente as finanças públicas de Porto Alegre. Ao contabilizar ontem na Câmara Municipal somente a primeira semana de paralisação, o prejuízo aos cofres públicos corresponderá a, aproximadamente, um dia do total da arrecadação anual da Prefeitura – “em torno de R$ 50 milhões”, avalia.

RS RECEBE RECURSOS DO MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO

O Ministério da Integração Nacional autorizou ontem, a liberação de R$ 3,9 milhões para ações emergenciais em municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Piauí. O ato de recursos da Defesa Civil Nacional foi publicado em portarias no Diário Oficial da União. Os valores serão aplicados em medidas de prevenção de riscos de desastres, socorro e assistência à população e na recuperação de áreas atingidas por desastres naturais. As prefeituras de Tunas, Cruzaltense e Ibarama, no Rio Grande do Sul, vão receber cerca de R$ 1,7 milhão para obras de reconstrução de sete pontes. E ainda na região Sul do país.

CAIU APOIO AO MOVIMENTO DOS CAMINHONEIROS

A Torabit, ferramenta de monitoramento de redes sociais identificou uma redução no apoio da população à greve dos caminhoneiros. Foram analisados 361.807 posts entre as 12h de sexta-feira e as 10h de ontem. O levantamento mostra que o apoio explícito ao movimento caiu de 53,4% na primeira medição para 34,5%. Outros dados relevantes: os comentários positivos em posts também recuaram: de 52,2% para 45%. A quantidade de comentários negativos subiu de 10% para 19,5%.

POLICIA FEDERAL COMEÇA A PRENDER MANIFESTANTES

Depois de identificar que o que restou do movimento dos caminhoneiros foi um caldo de sindicalismo e militância de esquerda disposta a tirar um derradeiro proveito da crise, a Polícia Federal está iniciando operações em vários Estados para prender líderes dispersos da greve dos caminhoneiros que resistem ao fim das paralisações e mantêm os bloqueios. Identificado que a motivação para a permanência do protesto é política para desgastar o governo e insuflar o discurso dos que pregam intervenção militar , a Polícia Federal vai aplicar a lei nestas manifestações isoladas deslocadas do movimento dos caminhoneiros.

GIGANTES DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO LUCRAM COM A CRISE

A proposta de ampliar o congelamento dos preços do diesel por até 60 dias,como forma de melhorar a relação com os caminhoneiros, e dissipar a greve selvagem que afeta o Brasil, favorece ainda mais aos grandes grupos empresariais do país e do exterior que controlam hoje o transporte rodoviário de cargas e passageiros no país. Os caminhoneiros autônomos, que colocaram a cara a tapa neste movimento,é claro, também serão beneficiados. Mas o bolo maior ficará com os lucros das grandes empresas, beneficiadas com as medidas,e cujos empresários retiveram suas frotas para aumentar a dimensão da crise que encurralou o governo. Esta conta que pagaremos todos, é estimada por baixo, em R$ 10 bilhões até o final do ano.

O CONGELAMENTO E A PETROBRÁS

Ao optar pelo congelamento de preços dos combustíveis, o governo repete a fórmula que Lula e Dilma aplicaram a partir de 2008. Essa fórmula que durou até o ano passado, combinada com os atos de corrupção, sangraram a Petrobrás em valores estimados entre 400 bilhões a meio trilhão de reais. A Petrobrás apenas não quebrou porque “é nossa”, diriam os sindicalistas. Por muito menos,a Varig virou pó.

EUNÍCIO E RODRIGO: OS POLÍTICOS DA PARÓQUIA

Omissos na proposta de soluções sérias,o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e o presidente da Câmara Rodrigo reeleição pelo Ceará. E Rodrigo,para ganhar mais visibilidade política e viabilizar no mínimo,sua difícil reeleição como deputado federal pelo Rio de Janeiro,embora ostente a pretensão ridícula de concorrer à presidência da República. Enfim, esta crise desnudou e revelou a real dimensão dos dirigentes do Congresso. Se alguém buscava por estadistas, bateu em porta errada.

CAMINHÕES DEMAIS,CARGAS DE MENOS

O Brasil tem muitos caminhões pra menos cargas. Estima-se que hoje existam no país, cerca de 25% de uma frota ociosa de caminhões. A demagogia dos governos Lula e Dilma vendeu milhares de caminhões via BNDES estimulando a que caminhoneiros se endividassem,sem que houvesse no mercado, volume de cargas para que trabalhassem. Pelo contrário: desde 2008,os governos do PT acumularam sucessivas quedas no crescimento, e a crise reduziu a movimentação de cargas no Brasil. Esta é uma das razões pelas quais a pauta das reivindicações dos grevistas exige que um percentual de cargas da Conab,a companhia Brasileira de Alimentação, lhes seja reservada.

TAMANHO DO LOBBY DOS CAMINHÕES

Vejamos o peso econômico dos que estão nos bastidores desta briga dos caminhoneiros por mais benefícios: enquanto no Brasil 66% das mercadorias são transportadas por caminhões, na China, o índice é de 32% , o mesmo índice dos Estados Unidos e, na Rússia 5%. Já as ferrovias transportam de 15% a 25% da carga brasileira. Na Rússia,ferrovias transportam 81% das mercadorias, Estados Unidos 43% e China 32%. Nestes países,o modal hidroviário também participa da repartição do frete.

O GOVERNO ESTÁ CUMPRINDO 100% DO ACORDO,AFIRMA PADILHA

O governo federal andou bem ao autorizar a atuação do Exército em Garantia da Lei e da Ordem na greve dos caminhoneiros. A medida, só pode ser aplicada exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República e ocorre nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em situações graves de perturbação da ordem, como neste caso da greve dos caminhoneiros. O governador gaúcho José Ivo Sartori,em sintonia com os movimentos do governo federal, determinou a criação de um gabinete da crise,coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli, para a adoção de medidas de apoio com o objetivo de diluir a greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul.

ACORDO ENVOLVE COMPROMISSO RECÍPROCO

O governo acolheu pelo menos 14 ítens da pauta dos caminhoneiros na noite da última quinta-feira,e a contrapártida acertada seria o fim da greve. Em 30 dias,o governmo implementria as medidas acordadas. O descumprimento pelos caminhoneiros mereceu um recado do ministro da Casa civil Eliseu Padilha: ” o governo está cumprindo 100% do acordo, e esperamos que os caminhoneiros também o cumpram”. Como não cumpriram,restou ao governo aplicar a medida prevista em lei utilizando as forças de segurança .

BLOQUEIO DE CAMINHÕES POR EMPRESÁRIOS

O fator decisivo para o presidente Michel Temer decidir pela intervenção das Forças Armadas para dissolver a greve, foi a informação trazida pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Ele trouxe dados com a suspeita de envolvimento de empresários no movimento, com bloqueio de caminhões por satélites, e defendeu o emprego das Forças Armadas para restabelecer no país o clima de normalidade.

Manuela falta a encontro e aumenta especulação de que vai desistir

Oito pré-candidatos à presidência participam do maior encontro nacional dos prefeitos em Brasília. No entanto, apesar de ter confirmado presença na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a pré-candidata à presidência da República pelo Partido Comunista do Brasil, Manuela d’Ávila, não compareceu ao evento. O presidente da CNM manteve vazia a cadeira de Manuela,lamentando o ocorrido. Os pré-candidatos Alvaro Dias (Podemos),Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) compareceram ao encontro com milhares de prefeitos brasileiros.

Ziulkoski fala sobre a carta-compromisso a candidatos

Na entrevista coletiva de imprensa aos veiculos que fazerm a cobertura da 21a. Marcha dos Prefeitos,o presidente da Confederação Nacional dos Mjnicipios, Paulo Ziulkoski comentou ontem em Brasilia a postura da entidade em relação à carta-compromisso entregue aos pré-candidatos à presidência da República. Segundo Ziulkoski, “Isso vai depender da postura de quem for eleito. Se ele, sabendo desse compromisso, começar a executar o que foi subscrito nesta Marcha, ao natural vai construir a forma dessa relação”, explicou.