PADILHA CAUTELOSO COM DESDOBRAMENTOS NA ÁREA JURÍDICA

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A euforia de alguns dos lideres governistas depois do “furo” identificado no pacote de delações dos irmãos Batista, dirigentes da JBS, não é compartilhada pelo principal articulador politico do Palácio do Planalto. Ontem o ministro Eliseu Padilha preferiu adotar uma postura mais pudente ao se manifestar ao Valor Econômico, quando perguntado sobre a sua avaliação sobre o tema, ao dizer que “Tenho que analisar melhor. Não tenho opinião formada”.

TEMER TINHA RAZÃO?

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Em fala ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou investigação sobre eventuais omissões nas delações dos executivos da JBS. A medida fragiliza as ações passadas e futuras da PGR. O fato, de certa forma confirma o que o presidente Michel Temer sinalizou na dura nota que emitiu no final de junho, quando sugeriu que a delação premiada dos irmãos Batista,teria sido favorecida pela participação do ex-procurador Marcelo Miller, que advogou para os dirigentes da JBS sem respeitar a quarentena, e na PGR foi o braço direito de Janot.

MEIRELLES DIZ QUE NINGUÉM É OBRIGADO A ACEITAR O ACORDO DA DÍVIDA

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O ministro da Fazenda Henrique Meirelles mandou ontem um recado claro aos protagonistas da política gaúcha, ao afirmar que que é uma opção de cada unidade da federação aderir ou não ao regime de recuperação, já que eles terão que cumprir todas as condições previstas em lei. O ministro da Fazenda confirmou que existem conversas preliminares da União com o Estado do Rio Grande do Sul para aderir ao regime de recuperação fiscal. “Vamos ter como prioridade o avanço das conversas com o RS”, afirmou.

O PROJETO DE RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

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O governador José Ivo Sartori, antes de viajar pra a Alemanha, emitiu um sinal claro de que o Rio Grande do Sul quer o acordo da dívida. Remeteu para o legislativo, projeto de lei 175/2017, que autoriza que a União reestruture as obrigações financeiras estaduais tanto por meio da prorrogação dos prazos de pagamento quanto pela via da redução extraordinária das prestações. O governo gaúcho avalia que a aprovação da medida é indispensável para melhorar o perfil da dívida, estimada ao final de 2016, em R$ 57,4 bilhões.

O Blog de Flavio Pereira