PAINEL DA AJURIS REÚNE TARSO E RIGOTTO

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A Ajuris (Associação dos Juízes do RS) promove hoje, o painel “A política ainda é possível?” com a mediação do juiz de Direito João Ricardo dos Santos Costa, ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiro. O painel acontece às 14h30min, no Auditório da Escola da Ajuris (Rua Celeste Gobbato, 229), em Porto Alegre. O evento, aberto ao público, reunirá em debate os ex-governadores do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) e Germano Rigotto (PMDB) e o cientista político da UFRGS André Marenco. A promoção é do Departamento de Direitos Humanos da Ajuris com apoio da Universidade LaSalle e da Escola da Ajuris.

MINISTRO FACHIN TEVE APOIOS IMPORTANTES

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Grupo de parlamentares da base do governo ainda insiste em apurar a polêmica que cerca os movimentos que o agora ministro Edson Fachin fez, durante sua campanha para ser indicado para o Supremo Tribunal Federal. O delator Ricardo Saur, lobista da JBS usou seus contatos em Brasília, e colaborou decisivamente para a indicação de Fachin, viajou com ele no trajeto Curitiba – Brasília – Curitiba e promoveu jantar com o senador Renan Calheiros. O ministro não se deu por suspeito ao homologar o acordo de delação dos Batista e Saur.

TEMER TAMBÉM É O DONO DO TRIPLEX DE GUARUJÁ?

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A curiosa entrevista-bomba do empresário Joesley Batista, dono da JBS, atribuindo ao presidente da República Michel Temer a condição de “chefe de quadrilha” provocou uma imediata reação do acusado: em nota oficial,o presidente Michel Temer anuncia a adoção de interpelações ao empresário,nas esferas cível e criminal. Tão desconexas foram as declarações do dono da JBS, e seu esforço para excluir o ex-presidente Lula do foco das investigações,que apenas faltou afirmar que Michel Temer seria o verdadeiro dono do polêmico triplex de Guarujá.

UM ACORDO DOS SONHOS

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O acordo de delação da JBS, o chamado “acordo dos sonhos”, que poderá ser revisado nesta terça-feira pela Segunda turma do STF, permitiu que Joesley e seu irmão, Wesley, não fossem condenados a dois mil anos de prisão, não precisassem ficar presos, sequer obrigados a usar tornozeleira eletrônica com direito a anistia nas demais investigações às quais respondem e sem necessidade de entregarem os passaportes.

EX-PROCURADOR DA LAVA-JATO ATUA NO ESCRITÓRIO QUE ATENDE JOESLEY

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O ex-procurador da República Marcelo Miller, que atuava no grupo de trabalho da Lava Jato e era um dos braços-direitos do procurador-geral da República Rodrigo Janot, passou a atuar neste ano no escritório Trench, Rossi & Watanabe Advogados que negociaram com a PGR os termos de leniência do grupo JBS, o que surpreendeu aos próprios colegas na Procuradoria Geral da República. Miller atuava na Lava Jato até março e, segundo informações, tornou pública a decisão de deixar a PGR em 6 de março, exatamente na véspera da conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer, gravada pelo empresário no Palácio do Jaburu.

O DIÁLOGO SOBRE PROPINAS COM DILMA

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Joesley Batista relata também suas conversas com os ex-presidentes Luis Inácio e Dilma, sobre propinas. Com Dilma, a conversa no Palácio do Planalto, segundo ele, foi bastante explícita:

“Confirmei com a Dilma porque ela me pediu R$ 30 milhões para o [governador de Minas Gerais, Fernando] Pimentel. Aí me senti na liberdade de explicar.”

A conversa, segundo Joesley, foi “no Palácio do Planalto”, “na mesa redonda do gabinete presidencial”.

“Expliquei: acabou o dinheiro. Ela ouviu e falou: ‘Tá bom. Pode fazer’. Foi o último dinheiro. Estava no final da campanha.”

MARCO AURÉLIO: “MP NÃO FALA PELO JUDICIÁRIO”

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Incomodado com o protagonismo do Ministério Público, adotando decisões que na sua ótica,seriam privativas de magistrados, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que é atribuição exclusiva do Judiciário negociar benefícios de penas nas delações premiadas. “O Ministério Público não pode prometer algo que decorre da caneta de quem julga. O Ministério Público não fala pelo Judiciário”.

O DESFECHO DE UMA PROLONGADA INVASÃO

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Detido por ordem do oficial de justiça, acusado de tentar obstruir o cumprimento de ordem judicial de reintegração de posse na invasão de um prédio no dentro de Porto Alegre, o deputado Jefferson Fernandes (PT) que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa teve a solidariedade do presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Edegar Pretto (PT) e da deputada federal Maria do Rosário. Com a desocupação, a Justiça encerrou um caso que vinha se arrastando desde dezembro de 2015,quando ocorreu a invasão. Desde então abriram-se vários prazos para que fosse negociada a desocupação pelo grupo de ativistas políticos e algumas famílias, num total de 70 pessoas.

FALTAM ESTRATEGISTAS?

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A emenda de Marcel Van Haten trouxe à luz algo que está evidente na atual base do governo, e no seu núcleo político: a falta de estrategistas. Além de ter perdido o tempo para o encaminhamento da proposta de plebiscito, caberia ao governo ter incluído Corsan e Banrisul no pacote original, para negociar a sua exclusão num segundo momento. Talvez a emenda do deputado Marcel tenha consertado essa omissão dos estrategistas.

EM CACHOEIRA, VEREADOR REAGE AO SER CHAMADO DE “VEADO”

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Na ultima quarta-feira, uma polêmica nas redes sociais movimentou dois conhecidos vereadores de Cachoeira do Sul. A discussão começou depois que circulou no Facebook um comentário do presidente da Câmara, Paulão Trevisan, referindo-se ao colega Itamar Luz. Paulão admitiu ao Jornal do Povo, que “Eu disse de brincadeira: olha ali aquele veado”. No Facebook, ontem o vereador Itamar respondeu: “Lamentavelmente estou recebendo informações por vários amigos, onde alguém falou inverdades sobre minha pessoa em uma live na rede social Facebook.(declarações não são verdadeiras). Quero dizer que eu SEMPRE RESPEITEI a todos e que a minha sexualidade ou vida pessoal, respeita somente a mim.”

CARLOS GOMES DEFENDE CRÉDITO DO BNDES PARA MUNICÍPIOS

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A sugestão do presidente da Famurs (Federação das Associações de Municipios do Estado) Luciano Pinto, para que a bancada federal gaúcha se mobilizasse, buscando abrir espaço no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Economico e Social) para financiamento às prefeituras, sensibilizou os parlamentares em Brasília. Ontem, o deputado federal Carlos Gomes (PRB) que coordena interinamente a bancada gaúcha, esteve no BNDES com uma comitiva de parlamentares da Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), solicitando ao presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, a criação de uma linha de crédito especial para aproximadamente 250 municípios (100 no RS) atingidos pelos temporais dos últimos dias. O objetivo é viabilizar a aquisição de equipamentos para a recuperação das estradas do interior dessas comunidades para garantir o escoamento da produção agrícola.

MARCEL QUER BANRISUL E CORSAN NA LISTA DAS PRIVATIZAÇÕES

Marcel Van Hattem deputado

O deputado estadual Marcel Van Hatten (PP) que propôs ontem uma emenda incluindo o Banrisul e a Corsan na proposta do governo para o plebiscito destinado à privatização de estatais, aumentou à carga sobre a necessidade de que seja votado o projeto que desobriga o governo de continuar pagando os salários de sindicalistas cedidos às entidades de classe. Na ultima sessão plenária,sindicalistas deram as costas ao deputado,enquanto ele discursava. Segundo Marcel, “não se pode aceitar que dirigentes pagos com recursos públicos, recebendo R$ 40, R$ 50 mil por mês, venham a este Parlamento se comportar desta forma. Ocupam as galerias para a defesa não do Estado, mas dos seus interesses mesquinhos”.