SINDICALISTAS IMPEDEM FUNCIONAMENTO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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Um pequeno grupo de militantes ligados ao Cpers Sindicato dos Professores e a outras entidades, a pretexto de protestar contra o projeto de adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal, impediu ontem o ingresso de deputados e servidores no Palácio Farroupilha. O grupo ignorou inclusive um pedido do presidente da casa, deputado Adão Pretto (PT) que preferiu não adotar qualquer medida para restabelecer a normalidade do funcionamento do legislativo.

PRESIDENTE FOI COERENTE

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A decisão do presidente do legislativo, Edegar Pretto, de não requisitar qualquer medida legal para garantir o funcionamento do legislativo não surpreende. O presidente mostrou coerência. Afinal, sua principal base de apoio está em movimentos sociais,e no MST, o conhecido Movimento dos sem Terra, acostumado a praticar atos bem mais radicais que o protesto de ontem dos sindicalistas.

BANALIZAÇÃO DE ATOS VIOLENTOS

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Nas entrevistas que concedeu ontem, o presidente da casa chegou a demonstrar certa irritação com o fato de ser impedido de ingressar no Palácio Farroupilha,e no seu gabinete de trabalho. Edegar Pretto sentiu na carne o que no início do mês sentira o líder do governo, deputado Gabriel Souza, ao ser impedido de entrar no seu gabinete, invadido por um grupo radical. Na época, a Assembléia silenciou, e não emitiu qualquer manifestação institucional repudiando a agressão. Na verdade, está ocorrendo uma crescente banalização de atos radicais e violentos de sindicalistas que pregam o discurso do diálogo, mas praticam a violência contra pessoas e instituições. Aproveitam-se da tibieza de alguns governantes que,sem exata noção da responsabilidade do cargo que ocupam, temem adotar as medidas legais em defesa das instituições.

O CASO DO LIXO EM PELOTAS: REINA SILÊNCIO

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Reina absoluto silêncio na prefeitura de Pelotas, sobre o polêmico processo de licitação do Sanep, Serviço Municipal de Saneamento, para contratar a prestadora de serviços de remoção do lixo. Não houve disputa, depois da desqualificação da Onze Ambiental, e a Meioeste, disputando sozinha, venceu o certame, com uma proposta de R$ 51 milhões. Agora sabe-se que o envelope da Onze, descartado pela comissão de licitação, continha uma proposta com valor R$ 10 milhões menor que a concorrente.

O Blog de Flavio Pereira