Continuam no STF, as manobras para anular condenações de Lula.

Alguns ministros do STF parecem não fazer questão de disfarçar as manobras para anular as condenações de Lula. Vejam a inquietude do atuante ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as férias, disposto a trabalhar no recesso. Agora, o operante ministro quer que o juiz plantonista da 10ª Vara Federal do Distrito Federal entregue “para ontem” à defesa do ex-presidente Lula da Silva mensagens apreendidas no âmbito da Operação Spoofing, da Polícia Federal.

O juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, que responde pelo plantão judiciário da 10ª Vara, negou acesso aos documentos e disse ainda que, como o recesso da Justiça Federal termina na quarta-feira desta semana, “nenhum prejuízo haverá em se aguardar o término do plantão, permitindo-se assim que o Juízo titular do feito originário aprecie a questão e cumpra incontinente aquela determinação, caso entenda presentes os requisitos a tanto”.

O ministro Lewandowski reiterou que a ordem é urgente e deve cumprida imediatamente. O material contém dados da invasão da contas de Telegram do ministro Sergio Moro e outras autoridades.

O que é a Operação Spoofing

Para que os leitores entendam aonde a defesa de Lula, com a imprescindível ajuda do ministro Lewandowski, quer chegar: a Operação Spoofing desarticulou uma “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”. As investigações sugerem que o grupo acessou contas de Telegram de autoridades.

Um dos presos, Walter Delgatti Neto, admitiu à PF que entrou nas contas de procuradores da Lava-Jato e confirmou que repassou mensagens ao site The Intercept Brasil, mas que não recebeu dinheiro para fazer esse trabalho.

Delgatti afirmou ainda, que a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) foi a intermediária entre ele e o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept. A ex-deputada confirmou a conversa e disse que repassou ao invasor o contato de Glenn.

Em síntese: a defesa de Lula quer pinçar frases de conversas interceptadas de Sérgio Moro que possam comprometer as decisões que ele tomou à frente da Lava-Jato, e assim, anular condenações aplicadas à “viva alma mais honesta deste país”. Entenderam?

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