Gilmar Mendes segura processo contra José Serra, que prescreve dentro de 35 dias.

O senador José Serra tem mais sorte – ou mais amigos – que Flavio Bolsonaro. A acusação contra  o senador por São Paulo e ex-candidato à Presidência José Serra (PSDB) de receber R$ 5 milhões de caixa 2 de executivos da Qualicorp na eleição de 2014, está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que avocou para si o processo e terá que decidir se o devolve ou não para a Justiça Eleitoral em primeira instância.

Serra, sortudo pela demorado MP de Sao Paulo,e agora do STF, acabará sendo beneficiado pela prescrição. O Ministério Público de São Paulo e o senador vivem uma guerra contra o relógio. Isso porque se não devolver a ação em 35 dias, o crime  terá prescrito. Serra se beneficiaria por ter mais de 70 anos (fato que reduz penas pela metade). Pela jurisprudência do STF, esta investigação específica deveria ser devolvida à primeira instância, já que se refere a fatos ocorridos antes do exercício do mandato de senador. Porém,a jurisprudência mais uma vez não foi respeitada, e favoreceu ao Senador.

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