
Nome indicado pelo presidente Lula para ocupar uma vaga de ministro do STF, o discurso de Jorge Messias até então, mostrava alguém alinhadíssimo à pauta Nós x Eles, reiterando sua posição contrária à Anistia para os condenados pela baaderna do 8 de janeiro. No programa Bom Dia ministro, Messias lembrou com orgulho que, como Advogado Geral da União, pediu a prisão dos participantes da baderna do dia 8 de janeiro de 2023:
-Nós pedimos a prisão preventiva em flagrante. A prisão foi pedida por mim como Advogado Geral da União ao ministro Alexandre de Moraes e ele decretou a prisão destas pessoas, a meu pedido”, disse um orgulhoso Jorge Messias.
Essa posição, diferente do discurso conciliador de agora, dever ser levada em conta pelos Senadores, num momento em que o Senado tem a oportunidade de recuperar a credibilidade da sociedade e retomar sua condição de poder independente, como determina a Constituição.
Ainda faltam votos para Messias na CCJ
O mais recente levantamento do Estadão indica que o ambiente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se tornou mais favorável a Jorge Messias, embora ainda não haja votos suficientes para garantir o apoio necessário do colegiado. Essa etapa precisa ser vencida antes da votação pelo plenário.
O placar da última sexta-feira, 3, apontava nove votos favoráveis ao nome de Messias na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 votos para a aprovação. Há oito senadores contrários e um indeciso.
