O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se contentou em dizer que o agronegócio deveria “se ajoelhar” pra ele. No comício em Florianópolis neste sábado (19), o petista passou a fatura aos produtores catarinenses: listou mercados de exportação abertos no governo dele, cobrou explicação pelo apoio do setor a Jair Bolsonaro (PL) e convocou a militância pra “ir pra cima” dos bolsonaristas. “Isso é uma guerra”, disse.

O ponto de partida foi o peso de Santa Catarina na produção de carne. Lula citou as cooperativas e a integração entre indústria e criador, lembrou que o estado responde, segundo ele, por 30% do mercado brasileiro de suínos e 15% do de frango, e emendou uma pergunta à plateia: “Sabe quantos mercados eu abri?”.
A resposta veio em forma de lista. Segundo o presidente, foram 34 novos mercados de exportação pra aves e derivados, 25 pra carne suína, 37 pra bovinos e 22 pra pescado, num total de 693 aberturas em quatro anos em todo o país. Somando as quatro proteínas, Lula chegou a um número pra Santa Catarina e fez questão de colocar o próprio nome na conta: “São 118 mercados que o Lula, que ele não gosta, abriu para eles venderem os seus produtos”.
