
Ontem, a 17 dias do 1º turno das eleições gerais de 2026, Lula reajustou o valor do Bolsa Família em 15%. De acordo com o governo, o impacto orçamentário será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O cálculo foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A partir do dia 19 de outubro, o Bolsa Família passará por um reajuste de 15,04% — referente ao INPC acumulado de 2023 a agosto de 2026 —, elevando o benefício médio de R$ 675 para R$ 777 e o piso mensal de R$ 600 para R$ 691.
Reajuste do salário-mínimo será metade do Bolsa Família
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê um salário-mínimo de R$ 1.741. O valor representa uma alta de 7,4%, metade do reajuste anunciado ontem para o Bolsa Família, o que significa R$ 120 a mais em relação ao patamar atual.
O Globo: “Medida denota certo desespero”
O pacote de bondades anunciado ontem pelo presidente Lula, faltando 17 dias para a eleição no primeiro turno — reajuste de 15% no Bolsa Família e o Desenrola 2027 —, “denota certo desespero e pode ser pouco eficaz”.
“Afora o evidente abuso de poder político e o desmazelo fiscal, medidas atingem sobretudo o eleitorado já lulista e podem ter pouco efeito de atrair mais votos”, avaliou a jornalista Vera Magalhães, em O Globo.
No vale-tudo da campanha, Lula promete caneta emagrecedora de graça para pacientes com obesidade
O anúncio do presidente foi feito no mesmo dia em que o governo editou o decreto para reajustar o Bolsa Família. Em meio ao crescimento do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, Lula fez ontem a nova promessa.
