“Vingança do Lula contra o povo catarinense”, diz deputado Carlos Humberto sobre caos da BR-101

“Vingança do Lula contra o povo catarinense”, diz deputado Carlos Humberto sobre caos da BR-101

O deputado estadual Carlos Humberto (PL) parou à margem da BR-101, em Balneário Camboriú, com a fila de veículos travada atrás dele, e gravou um vídeo para atribuir o congestionamento diário do Litoral Norte ao governo federal. “Isso aqui não é uma rua, muito menos uma avenida. Isso aqui é a BR-101, aqui no Litoral Norte do estado de Santa Catarina. Isso aqui é todos os dias”, diz ele na gravação, publicada no Instagram. No fim da fala, cravou a frase que dá o tom da peça: “É a vingança do Lula contra o povo catarinense.”

O mote do vídeo é a frustração com a repactuação do contrato de concessão da rodovia. “Eles prometeram o que iriam fazer e, no final do ano de 2026, o balde de água fria. Não aprovaram nada”, afirma o deputado, que é natural de Balneário Camboriú, foi vice-prefeito da cidade e disputa a reeleição na Assembleia Legislativa com o número 22.444.

Carlos Humberto diz que esteve em Brasília em 2023, 2024, 2025 e 2026, mais de uma vez por ano, levando alternativas para a rodovia, ainda que o tema não seja atribuição de um mandato estadual. Segundo ele, o governo federal marcou por três vezes a data para que o contrato de concessão fosse otimizado. As propostas que levou, ressalta, não são dele: partiram da associação de municípios da região e incluem terceiras pistas, novos acessos às cidades, a construção das marginais de Porto Belo até Balneário Piçarras, além de elevados e pontes.

O deputado também usa o peso econômico da região como argumento. Na conta dele, entre Florianópolis e Joinville vivem 6 de cada 10 catarinenses e se produz de 60% a 65% do PIB do estado, num trecho que reúne a capital catarinense do turismo, o maior parque temático da América Latina, o maior porto pesqueiro do continente e o maior centro logístico do país. “Pra andar 50 quilômetros em Santa Catarina hoje te leva duas horas, se não levar mais”, diz. “Quem é que paga a conta? Somos nós que temos que transitar todo dia nessa ruela.”

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