
O presidente do PT gaúcho, deputado estadual Valdeci Oliveira, está conseguindo avançar na construção de uma frente ampla da esquerda no Rio Grande do Sul para as eleições de 2026, que está praticamente fechada.
Este acordo deve ser anunciado com a vinda a Porto Alegre, no início de dezembro, do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A costura envolve seis siglas, além do PT: PDT, PSB, Partido Verde, Rede, PCdoB e PSOL, com cujos dirigentes Valdeci reuniu-se ontem. A tendência é que o PT insista com Edegar Pretto para governador e sacrifique uma candidatura ao Senado, para ter a ex-deputada Manuela D’Ávila ocupando uma das legendas ao lado do deputado Paulo Pimenta.
Ego dos líderes de centro-direita abre caminho para vitória da esquerda
A superação de diferenças entre os partidos de esquerda cria uma unidade para enfrentar as candidaturas de centro-direita no Rio Grande do Sul. O grande trunfo da esquerda para as eleições de 2026 parece ser, além da unidade, o ego inflado dos líderes dos partidos de centro-direita, que pulveriza as candidaturas desse campo político. Este fenômeno, identificado há alguns dias pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, também acontece no plano nacional.
