A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou requerimento de autoria do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) para ouvir a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, nesta terça-feira, 4. A política foi impedida de concorrer nas eleições pelos próximos 15 anos, por punição da Controladoria-Geral da Venezuela. A ex-parlamentar era a favorita entre 13 candidatos das primárias para enfrentar o ditador Nicolás Maduro nas eleições do próximo ano. Com a aprovação do requerimento, Corina deve ser ouvida pelo colegiado em agosto, após o retorno dos senadores do recesso parlamentar. De acordo com o documento, os temas a serem debatidos são democracia, liberdade, garantias individuais e reflexos da instabilidade na Venezuela para a segurança pública. No pedido aprovado pelos parlamentares, Moro argumenta que, baseado em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), agências de inteligência na Venezuela oprimem as forças políticas oponentes a Maduro, o que pode configurar crime contra a humanidade.de “irregularidades administrativas” do período em que foi deputada (2011-2014).
decidiu Corina Machado, que representa a ala mais radical da oposição, foi considerada inelegível a exercer cargos públicos por 15 anos. A decisão foi divulgada pela Controladoria, próxima ao governo, nesta sexta-feira, 30. O documento foi lido pelo deputado José Brito e determinou a inabilitação de diversos opositores, incluindo o duas vezes candidato Henrique Capriles e Juan Guaidó, que se exilou nos Estados Unidos em abril. “Tenho o dever de informar que à cidadã María Corina Machado Parisca (…) foi imposta a sanção de inabilitação para o exercício de qualquer cargo público (…) em 13 de julho do ano 2015” por um período de 15 anos, afirmou o texto lido por Brito a jornalistas. De acordo com a Controladoria, a inabilitação de Machado, que começou uma viagem pela Venezuela antes das primárias da oposição, acontece por causa de “irregularidades administrativas” do período em que foi deputada (2011-2014).
