
O Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou segunda-feira (22) a perda do mandato do vereador Gilvani o Gringo (Republicanos). Foram 26 votos favoráveis, três contrários e quatro abstenções.
Decoro
Na última quarta-feira (17/12), a Comissão de Ética havia aprovado parecer da vereadora Karen Santos (PSOL) favorável à perda do mandato. O texto apontou que “Gilvani controla, de fato, empresas do irmão Gilmar e de sua filha, Daniela, sendo uma delas a empresa Safety, que tem, de forma inconteste, contrato administrativo atual com o Dmae, caracterizando ilegalidade do vereador Gringo”. Parlamentares não podem manter contratos com o poder público, e a pena prevista nesse caso é a perda do mandato.
O parecer da vereadora Karen também acusa Gringo de quebra do decoro parlamentar por ter pago propina a agentes públicos, em 2015. Ela analisou denúncia apresentada à Comissão de Ética por Marcelo Marsillac Matias, em outubro deste ano.
Com a vaga deixada por Gilvani o Gringo, o primeiro suplente do partido Republicanos, Professor Tovi, atual secretário municipal de Esporte e Lazer, poderá assumir o mandato de vereador da Capital.
Defesa
Na sessão desta segunda-feira, o advogado do vereador Gringo, Marcelo Fontella, disse que o parlamentar “não tem contrato com a Prefeitura”. Ele afirmou que a alegação de que há um grupo econômico envolvendo a família Dall Oglio é apenas uma “presunção”, ressaltando que o processo da Justiça do Trabalho que mostra vínculos entre Gringo e a empresa Safety ainda não transitou em julgado.
Fontella também criticou a acusação de corrupção, pelo fato de o pagamento de propina ter ocorrido em 2015. Defendeu, ainda, que a denúncia não poderia ter sido apresentada por um cidadão, mas apenas pela Mesa Diretora ou por partido político com representação na Câmara.
