
A prefeitura de Gravataí recebeu, nesta quinta-feira, 30, a certificação internacional do “Programa Abraçar”, iniciativa da Boehringer Ingelheim que reconhece cidades que melhoraram significativamente o diagnóstico, o tratamento e o atendimento de pacientes afetados por doenças respiratórias. Entre as ações em destaque, o município reduziu de 15 para dois meses a jornada do paciente desde a chegada do usuário à unidade de saúde até o acesso completo ao tratamento, com a retirada dos medicamentos.
“Esse é mais um importante avanço na área da saúde. Essa iniciativa é focada na melhoria da saúde respiratória de pacientes do SUS e representa um grande passo para continuarmos qualificando nossos atendimentos para a nossa população”, destacou o prefeito Luiz Zaffalon.
Gravataí recebeu o selo “Esmeralda”, por iniciativas como ter realizado o mapeamento da jornada do paciente obstrutivo, aprimorar o atendimento do público com suspeita ou diagnóstico de doenças pulmonares – desde 2022, foram 180 profissionais da rede municipal de saúde capacitados, entre médicos, enfermeiros e farmacêuticos -, implementar um fluxo de solicitação de exames de espirometria e reduzir hospitalizações.
Destinada a investigar e monitorar problemas respiratórios persistentes, a espirometria indica se a quantidade de ar que o indivíduo inspira está sendo suficiente para as necessidades dele ou se há alguma anormalidade nesse processo. Aproximadamente 4,5 mil exames foram realizados no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Vale de Gravataí e Bons Ventos de 2022, quando teve início o programa em Gravataí, até 2025.
“É motivo de orgulho recebermos esse reconhecimento, pois reforça aquilo que buscamos de forma contínua: qualificar a atenção e os cuidados com a saúde dos gravataienses”, complementou o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca.
Doenças respiratórias
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e as doenças pulmonares intersticiais – fibrose pulmonar idiopática e fibrose pulmonar progressiva – são doenças respiratórias que afetam a capacidade de respirar e podem levar a óbito se não tratadas e diagnosticadas adequadamente.
Envolvendo a bronquite crônica e o enfisema, a DPOC é uma condição progressiva e séria que limita o fluxo de ar nos pulmões e afeta a qualidade de vida dos pacientes, causando sintomas como tosse crônica, expectoração e falta de ar, que muitas vezes impedem a realização de atividades básicas do dia a dia, como subir escadas ou fazer pequenas caminhadas. Ela é causada principalmente pelo tabagismo e exposição a fumaças.
