Governo gaúcho quer obrigar setor privado a dar aumento de 9% para trabalhadores,mas não concede nenhum aumento para servidores publicos.
A proposta do governador Eduardo Leite, que aguarda votação pela Assembleia Legislativa, prevê reajustar o piso salarial regional para o ano de 2023 em 9%, índice que supera a inflação acumulada em 12 meses até janeiro do corrente ano, cujo INPC ficou em 5,71%.

As federações empresariais (Fiergs, Farsul, Fecomércio e Federasul) defendem a extinção do piso. Se o projeto for aprovado, o Rio Grande do Sul voltará a ter o segundo maior valor entre os Estados que adotaram o mínimo regional, atrás apenas do Paraná, e o estado ficará com índice quase 20% acima do mínimo nacional, a despeito do sacrifício imposto aos empreendedores gaúchos, que pagarão a conta.
Trata-se do clássico caso de “cumprimentar com chapéu alheio”, na medida em que, ao mesmo tempo em que defende um reajuste cuja conta será o setor privado quem vai pagar, o governo não concederá qualquer reposição para os servidores estaduais.
