No lançamento da 47ª Expointer, governador do RS volta a criticar lentidão do governo Federal para socorrer o estado

O governador Eduardo Leite renovou ontem a crítica pela demora na liberação da ajuda do Governo Federal para o Rio Grande do Sul em alguns segmentos. Foi durante o lançamento da 47ª Expointer, na sede da Secretaria da Agricultura em Porto Alegre.

Leite deixou claro porém que considera o presidente Lula e os ministros, “bem intencionados” e explicou que “há um desejo de atender,mas não estão conseguindo atender. Mas o que nos causa desconforto, é ver uma propaganda maior do que a entrega que está acontecendo.” Ele citou como exemplo, o setor do agronegócio: “saiu uma medida provisória, a regulamentação projetada para a semana passada não saiu, ficamos na expectativa, e não há sinais. Isso tem sido uma constante.” O governador voltou a sugerir que, no caso do programa para preservação do emprego. se repita o que foi feito na pandemia (governo Jair Bolsonaro) com o Pronampe ( Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) porque, segundo ele,”o governo – atual – decidiu fazer uma nova medida, diferente, e depois recuou, levou tempo para regulamentar. Anunciou 1,2 bilhão e foi acessado pouco mais de 100 milhões porque as regras eram tão engessadas,que acabaram não sendo acessíveis. O mesmo está acontecendo com o agro”.
Governador sugere seguro-receita da União para atender estados
Na entrevista coletiva,o governador comentou a queda de arrecadação prevista para até o final do ano, ressalvando que “será substancialmente menor do que prevíamos”. Eduardo Leite defende que, “deveria haver para o Rio Grande do Sul,assim como para outro estado em situação de calamidade, alguma ferramenta que chamamos de seguro receita,que é a União , que tem capacidade de absorver reduções abruptas de arrecadação, com instrumentos como a emissão de titulos” para socorrer os estados.

Deixe uma resposta