Morre Miguel Proença, pianista e ex-presidente da Funarte, aos 86 anos

Miguel Proença, pianista brasileiro de renome internacional, morreu na sexta-feira, 22, aos 86 anos de idade. Além do trabalho como músico, também ocupou cargos relevantes como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), secretário de Cultura do Município do Rio de Janeiro e diretor da Sala Cecília Meireles e da Escola de Música Villa-Lobos.
Ele estava internado desde junho no Hospital São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro. Proença teve falência múltipla de órgãos.
O músico foi um pianista de concerto de repertório amplo, com atuação como camerista e solista. Além do Brasil, fez sucesso no exterior. Também se notabilizou pelo destaque dado ao legado de compositores brasileiros do passado.
Colegas de longa data de Miguel Proença, como a produtora Gloria Guerra e o cantor Márcio Gomes, lamentaram o fato.

“Foi o maior divulgador dos compositores brasileiros, com aproximadamente 30 gravações. Na sua casa conheci Nelson Freire, Maria Lucia Godoy, Edino Krieger, Mindinha, Villa Lobos, Bidu Sayão, e tantos outros”, publicou Gloria.

Já Gomes escreveu: “Miguel foi uma das pessoas mais queridas que já conheci, respirava arte. Foi sempre um amigo fiel, incentivador! Sua carreira foi brilhante como pianista clássico, mas amava a música popular. Suas gargalhadas estão presentes no coração de quem o conheceu. Você deixará muita saudade!”

Miguel Proença, um amante e estudioso da música

Miguel Angelo Oronoz Proença, seu nome completo, nasceu em Quaraí, no Rio Grande do Sul, em 1939. Estudioso de sua área, fez doutorado pela Escola Superior de Música de Hannover e foi professor na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e na Universidade de Música de Karlsruhe, na Alemanha.

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