
Depois de proezas recentes como bater no peito e assumir a autoria pelos pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, de prisão dos acusados pela baderna do 8 de Janeiro de 2022, o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União tenta esconder a autoria do parecer que concorda com assistolia fetal, um procedimento cruel com injeção letal em gravidez avançada, proibido inclusive em animais, na ação proposta pelo PSOL (ADPF 1141).
Messias, que deseja ter seu nome aprovado pelo Senado para uma vaga de ministro do STF, se defende dizend0 que “é Evangélico”, e que “assinou sem ler o parecer”.
Nenhum servidor punido na gestão de Messias
Dados da CGU (Controladoria-Geral da União) apontam que, durante a gestão de Jorge Messias, nenhum servidor da AGU sofreu sanções do órgão. Desde 2023, a Advocacia-Geral da União aplicou apenas quatro sanções a entes privados, sendo uma advertência e três impedimentos ou proibição de contratar por com prazo determinado. Nos quatro anos do governo Bolsonaro, a AGU expulsou 36 agentes públicos, sendo 15 por corrupção e 5 por improbidade.
