
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta sexta-feira (29/5) às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em evento realizado em Curitiba, o parlamentar afirmou que a pré-candidatura presidencial é um “projeto de Deus” e disse que, em apenas dois dias de agenda internacional, obteve resultados que, segundo ele, o governo federal não alcançou em duas décadas.
“Em dois dias na campanha como pré-candidato nós já fizemos mais do que Lula em 20 anos”, declarou. “Enquanto Lula foi fazer lobby para defender CV e PCC, nós fomos lá pedir que eles fossem tratados como terroristas, como eles são”, completou.
A fala ocorreu após Lula afirmar estar “muito triste” com a decisão anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Durante evento da Petrobras em Sergipe, o presidente argumentou que as facções já aterrorizam comunidades brasileiras, mas contestou a classificação adotada pelos Estados Unidos e afirmou que o combate aos grupos criminosos deve ser conduzido pelas autoridades nacionais.
Em resposta, Flávio acusou o presidente de minimizar o impacto das organizações criminosas sobre a população. “Ele falou para 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas pelo CV e pelo PCC que eles não merecem ter paz e oportunidades porque Lula está defendendo a soberania do CV e do PCC. Nós não vamos admitir isso porque amamos o nosso Brasil”, afirmou.
