CPI do INSS: Governo Lula preocupado com investigação, muda estratégia após vergonhosa derrota, e mira convocação de Bolsonaro

Sem a presidência e a relatoria da comissão que vai apurar fraudes na Previdência, governo articula ofensiva para conter avanço da oposição na CPI.

A derrota sofrida na instalação da CPI do INSS preocupou o governo, que organiza uma reação na tentativa de evitar que o colegiado vire palco da oposição e amplie os desgastes. O Palácio do Planalto definiu uma tropa de choque na comissão, vai insistir em uma linha do tempo que busca associar as fraudes não ao governo Lula, mas à gestão de Jair Bolsonaro, e vai redobrar a atenção com os requerimentos para impedir, por exemplo, que um dos irmãos do presidente vire alvo.

Ao perder a presidência e a relatoria, em uma reviravolta que provocou troca de acusações na própria base, o Planalto fez uma série de reuniões e reformulou a estratégia. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) vai coordenar a atuação de parlamentares governistas. Ele tem conversado com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e, na quarta-feira à noite, foi chamado para um encontro com Lula no Palácio da Alvorada.

Um dos pontos mais sensíveis será a atenção com as convocações. O governo afirma que, dos 32 integrantes da comissão, conta com 16 ou 17, o que garante no máximo uma maioria estreita e deixa o Planalto sob risco de novo revés.

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