Reitor da UFRGS aprova aterro em Minas do Leão e alerta sobre impacto ambiental após as enchentes

Preocupado com o acúmulo de lixo nas cidades gaúchas após as enchentes, o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos André Bulhões, realizou uma visita técnica ao maior aterro sanitário do estado, localizado em Minas do Leão. Bulhões, que é professor, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS e especialista em Engenharia Hídrica, Civil e Ambiental, ficou positivamente impressionado com “a qualidade da infraestrutura e a tecnologia da unidade, administrada pela empresa CRVR, que administra o maior aterro sanitário. Segundo ele, “há um cuidado exemplar para garantir que os resíduos não contaminem as águas subterrâneas e a atmosfera, além de gerar valor para a sociedade. É uma estrutura de padrão internacional”. O reitor da UFRGS avaliou que “o acúmulo de lixo decorrente das enchentes expõe a necessidade de priorizar a qualificação e a gestão adequada dos resíduos”. Ele alertou que “não podemos correr o risco de passar de uma calamidade a outra, com o impacto ambiental e social que esses resíduos podem causar se não forem destinados rapidamente a locais apropriados”.

Em 2025, surgirá uma usina de biometano

Além de operar como aterro sanitário, a Unidade de Valorização Sustentável de Minas do Leão conta com uma termelétrica que gera 8,5 MW de energia a partir do biogás do lixo e uma estação de tratamento que transforma chorume em água para reutilização, e está investindo cerca de R$ 113 milhões na construção de uma usina de biometano no local, com previsão de início das operações em 2025. O reitor Carlos André Bulhões foi acompanhado pelo diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, destacando a colaboração entre a empresa e a UFRGS, classificada como a melhor universidade pública federal do país pelo Índice Geral de Cursos do INEP.

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