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cenário eleitoral e tem potenciais reflexos econômicos e diplomáticos, os Estados Unidos anunciaram ontem a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A mudança ocorreu dois dias após a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca, quando apresentou o pleito ao presidente Donald Trump. O governo Lula vinha atuando há meses contra a medida e ainda calibra o tom da reação, por temor da pecha de “defensor de bandidos”, mas o assessor da Presidência Celso Amorim já indicou o mote da soberania ao afirmar que criar um “pretexto para intervenção é inaceitável”.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com quem Flávio também se encontrou. A nota na qual o comunicado foi feito afirma que os grupos são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O texto afirma que PCC e CV foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles vão ainda receber a designação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho.
“Juntos, eles comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. A sua influência e redes ilícitas estendem-se muito além das fronteiras do Brasil, através da nossa região e do nosso país”, frisa o comunicado.
A classificação como FTO é direcionada a organizações estrangeiras e torna ilegal fornecer “apoio material ou recursos” a quem consta na lista. Instituições financeiras americanas que tomem conhecimento de que estão gerindo fundos de interesse de um desses grupos tornam-se obrigadas a “reter a posse ou o controle sobre os fundos e reportar os fundos ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA”.
