
Maicon Roberto Laurentino, de 39 anos, atuava na Divisão de Operações com Cães da Polícia Penal e morreu quatro dias após um acidente com três veículos na BR-470, em Agronômica, no Alto Vale do Itajaí.
Mia não saiu de perto. Durante toda a despedida, a cachorra permaneceu ao lado do caixão do dono, o policial penal Maicon Roberto Laurentino, sepultado na manhã desta sexta-feira (10) no cemitério da comunidade de Valada Itoupava, em Rio do Sul. A cena resumiu a ligação que marcou a vida do agente, de 39 anos, morto após quatro dias internado em decorrência de um grave acidente de trânsito na BR-470.
Maicon atuava na Divisão de Operações com Cães da Polícia Penal de Santa Catarina, e foram os próprios colegas da unidade que conduziram o caixão durante o cortejo, da casa mortuária até o cemitério, Ele morava na própria comunidade, onde acabou sendo sepultado. As homenagens reuniram companheiros de corporação que estiveram ao lado dele no adestramento e nas operações com os animais.
O acidente
O acidente que tirou a vida do policial ocorreu na madrugada de domingo (5), na BR-470, em Agronômica, e envolveu três veículos: uma Fiat Ducato, uma Chevrolet D-10 e uma Ford Ranger. Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram uma ocorrência de grande complexidade, com um dos veículos tombado e vítimas presas às ferragens.
Quatro pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento hospitalar. Entre elas estavam o músico Adão Fonseca, o Adam, da dupla Gil e Adam, o filho dele, de 9 anos, e a namorada de 25 anos, todos ocupantes da Ducato.
Maicon conduzia a D-10 e foi arremessado para uma ribanceira durante a colisão. Encontrado inconsciente e com múltiplos ferimentos, foi socorrido em estado grave, mas não resistiu e morreu na quinta-feira (9), quatro dias após o acidente.
