A carreira política e o sonho de se tornar governador da Califórnia (EUA) do deputado Eric Swalwell foram seriamente abalados por causa de um escândalo que tem no centro uma brasileira.
O democrata, que era favorito para vencer a eleição estadual, está sendo acusado de violar as leis de imigração e trabalhistas para manter sua babá brasileira, Amanda Barbosa, de 33 anos.
Denúncias apresentadas recentemente afirma que Amanda vive ilegalmente com a família Swalwell há alguns anos.
Outra denúncia, apresentada ao Departamento de Segurança Interna em fevereiro, acusa Swalwell de pagar a babá por fora com fundos de campanha durante um período de dois anos, enquanto ela não possuía autorização de trabalho válida.
Originária do Rio de Janeiro, a brasileira havia chegado aos EUA em janeiro de 2021 com um visto de au pair (programa de intercâmbio cultural e trabalho remunerado em que uma pessoa mora com uma família anfitriã em outro país para ajudar a cuidar das suas crianças).
Amanda continuou trabalhando para o político da Califórnia como babá residente no ano seguinte, recebendo US$ 46.930 (cerca de R$ 240 mil) em fundos de campanha em 2022, de acordo com denúncia.
Após o fim do visto de au pair, Swalwell iniciou o processo para obtenção do green card, de acordo com um pedido de certificação de trabalho permanente obtido pelo “NY Post”.
Enquanto esse longo processo se desenrolava, Amanda se matriculou em faculdade comunitária, de acordo com seu perfil no LinkedIn, e, pelas regras do visto de estudante, não tinha permissão para trabalhar fora do campus.
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Porém a brasileira continuava recebendo pelo trabalho na casa dos Swalwell. Fotos postadas na sua conta do Facebook, já excluída, mostram Amanda cuidando das crianças em diversos eventos familiares nos dois anos seguintes, chegando ao ponto de postar fotos no piquenique anual da Casa Branca em 2023 e 2024, onde aparece segurando a filha mais nova, então com dois anos, nos braços, vestindo um vestido azul de verão.
Em outra foto, no Halloween de 2024, ela leva as crianças para pedir doces ou travessuras, vestindo uma camisa de futebol do Brasil.
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Sua página no LinkedIn, também excluída após as acusações, indicava que ela trabalhava como cuidadora infantil particular ininterruptamente de 2021 até o presente, de acordo com uma captura de tela incluída nas denúncias.
O democrata da Califórnia defende “reformas que proporcionariam uma forma de tirar da sombra os trabalhadores indocumentados”.
‘Abusos sexuais’
A pressão sobre Swalwell já era grande por causa de denúncias de abusos sexuais feitas por quatro mulheres, incluindo uma ex-funcionária que afirma que o deputado a estuprou quando ela estava bêbada e a deixou machucada e sangrando durante um suposto ataque de 2024.
Adam Parkhomenko, marido de uma das quatro mulheres, afirmou que o deputado enviou à esposa, a influencer Ally Sammarco, “imagens inapropriadas” via Snapchat.
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“Isso me fez sentir nojenta e desconfortável. Eu não tinha pedido aquilo”, disse Ally, de acordo com o “NY Post”.
Swalwell classificou as alegações de agressão sexual como “absolutamente falsas” e prometeu “lutar contra elas com tudo o que tenho”.
