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Ala da Corte atribui derrota à atuação de Alcolumbre e vê cenário em que maioria pode ir de travar indicações a avançar sobre mandatos
A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi interpretada por integrantes da Corte, em caráter reservado, como um recado político do Senado ao tribunal e um indicativo da correlação de forças hoje estabelecida no Congresso. Para essa ala, o resultado mostra que a atual maioria legislativa é capaz de criar dificuldades ao Supremo e, em um eventual cenário político ainda mais tensionado, avançar sobre a permanência de ministros, em referência à possibilidade de processos de impeachment.
Na avaliação de ministros ouvidos sob reserva, o desfecho também expõe uma derrota política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e reflete a atuação decisiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na formação da maioria contrária ao indicado.
