Sob inédito aparato policial, Bolsonaro vai a hospital, e boletim médico aponta quadro de anemia e pneumonia residual

Três dias após ser condenado a uma pena de 27 anos por tentativa de golpe e outros quatro crimes, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão domiciliar na manhã deste domingo para realizar exames e procedimentos médicos em um hospital de Brasília.

Bolsonaro foi recepcionado por apoiadores

Ele chegou à unidade de saúde por volta das 8h, sob forte escolta policial, e só deixou o local às 13h50, quando foi levado de volta para sua casa, em um condomínio no Lago Sul, na capital federal. O boletim médico divulgado logo após a alta apontou quadro de “anemia” e a tomografia mostrou imagem residual de uma pneumonia recente.

A ida ao hospital contou com um forte esquema de segurança. As medidas incluíram escolta policial, varredura na porta do hospital e até revista em mochilas de apoiadores do ex-presidente que o aguardavam em frente à unidade de saúde.

Bolsonaro chegou ao hospital pontualmente às 8h, escoltado por oito viaturas. Um grupo de apoiadores, de cerca de 30 pessoas, estava no local à sua espera. Seu comboio fez um trajeto mais longo para chegar à unidade de saúde, que não passou perto de onde ficam localizadas a maioria das embaixadas em Brasília.

Quadro de saúde

 

Boletim médico divulgado após a alta do ex-presidente indicou a necessidade de tratamento para “hipertensão arterial, do refluxo gastro-esofágico e medidas preventivas de broncoaspiração”.

“Os exames laboratoriais evidenciaram quadro de anemia por deficiência de ferro e a tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração”, afirma o boletim.

Ainda segundo o hospital, Bolsonaro retirou oito lesões na pele durante sua estadia na unidade de saúde na manhã deste domingo. “O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia local e sedação, e transcorreu sem intercorrências. Foi realizada a exerése marginal de oito lesões de pele, localizadas no tronco e no membro superior direito. Também recebeu reposição de ferro por via endovenosa deve seguir nos tratamentos com o tratamento da hipertensão arterial, do refluxo gastro-esofágico e medidas preventivas de broncoaspiração”, diz o texto assinado pelos médicos Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges.

— Está com a saúde bastante fragilizada e nós seguiremos acompanhando as condições dele — disse Birolini, chefe da equipe cirúrgica do hospital.

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