No lançamento do Congresso Cerealista, ressurge proposta para criar o Fundo Constitucional para o Sul

A união dos gaúchos e de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul para a criação de um Fundo Constitucional para estimular investimentos, nos moldes como já existe para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi defendida ontem por Jerônimo Goergen, ex-deputado federal e atual presidente da Acebra, a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil. Foi durante o evento de lançamento do 2º Congresso Cerealista Brasileiro. O ato aconteceu no auditório da Casa da Rede Pampa de Comunicação no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, dentro da programação oficial da 47ª Expointer. O evento será realizado em Garibaldi, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, no Vale dos Vinhedos, na serra gaúcha.

Governadores do Codesul já tentaram criar o Fundo

Os governadores do Codesul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul) já haviam encaminhado em outubro do ano passado ao relator da Reforma Tributária no Senado, Eduardo Braga, pedido para a inclusão da criação de um fundo constitucional para os Estados do Sul no texto final da proposta. A ideia foi rechaçada pelo relator.

O que são os Fundos Constitucionais

Os Fundos Constitucionais que já existem no país permitem que empreendedores urbanos e produtores rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contem com linhas de crédito especiais. Hoje existem os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) com recursos que chegam a R$ 50 bilhões por ano. Os recursos podem ser usados em uma série de atividades como instalar, ampliar, modernizar ou reformar empreendimentos industriais, agroindustriais, turísticos, comerciais e de serviços, construção, reforma ou ampliação de benfeitorias rurais e compra de máquinas e equipamentos.

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