Morreu neste sábado, 30 de agosto, em Porto Alegre, o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, com pneumonia, e faleceu às 0h40.
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Um dos maiores prazeres de Luis Fernando Verissimo, nascido em 26 de setembro de 1936, era “soprar saxofone”. Quando tomava posse do instrumento, Verissimo, um calado incorrigível, podia apenas ouvir — além de nutrir sua paixão pelo jazz, iniciada na adolescência passada nos Estados Unidos junto com a família, entre as décadas de 1940-1950. Naquela época, seu pai, o também escritor Erico Verissimo (1905-1975), foi convidado a dar aulas na Universidade da Califórnia em Berkeley.
Foi com as palavras, porém, que o gaúcho conquistou milhões de leitores, em crônicas, romances, contos, poesias e cartuns, cujos personagens se firmaram no imaginário nacional: o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, As Cobras, o detetive Ed Mort, a Família Brasil, a ravissante Dora Avante, fundadora do movimento Socialaites Socialistas e assídua correspondente fictícia do cronista.
