
Inflação, mercado de trabalho, isenção do Imposto de Renda e preço dos alimentos são temas que pesam diretamente no bolso dos brasileiros e devem continuar no centro do debate em 2026. Para entender as perspectivas econômicas para o próximo ano, o jornal O DIA ouviu especialistas que explicam como o cenário econômico pode influenciar o orçamento familiar.
No quadro geral, os especialistas divergiram quanto às previsões. Para a professora colaboradora no Programa de Pós-graduação em economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Fernanda Feil, o cenário econômico brasileiro para 2026 é positivo.
“De forma geral, minha previsão para o cenário econômico brasileiro em 2026 é positiva, com crescimento, mas ainda abaixo do potencial do País”, diz. Segundo ela, o Brasil entra no próximo ano “com fundamentos melhores do que em ciclos anteriores”.
“A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil aumenta a renda líquida de milhões de trabalhadores e ajuda a sustentar o consumo, especialmente nos serviços e no comércio”, analisa.
O economista e professor da Estácio Jeferson Carvalho projeta que o cenário será de crescimento moderado, após a recuperação econômica de 2025: “De acordo com o boletim recente do Boletim Focus, temos uma previsão de crescimento do PIB em 2025 de 2,25%. Para 2026, a previsão é de um crescimento de 1,8%.”
“Essa moderação pode ser explicada pela elevada taxa básica de juros que temos atualmente (15% ao ano). Nesse caso, mesmo se ela for reduzida em 2026, não dará impacto à produção de 2026, dada a defasagem do impacto de políticas monetárias na economia real”, explica o professor da Estácio.
Já para o economista e líder de Mercado de Capitais da Crowe Macro Brasil Ricardo Rodil, a situação econômica, de forma geral, tende a ser mais difícil.
