Polícia continua apurando eutanásias de cães e gatos autorizadas por ex-secretária de Canoas

Continua investigação da ex-secretária acusada por fazer eutanásias em cães resgatados após usá-los na internet para receber doações via PIX.

Cães que teriam desaparecido — Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Uma testemunha contou que havia pressão para sacrificar animais que poderiam ser tratados e profissionais eram orientados a preencher atestados de óbito de forma irregular.

A Polícia Civil avançou na investigação e já obteve a comprovação de  que o número de cães e gatos mortos por eutanásia na gestão da ex-secretária de Bem-Estar Animal Paula Lopes, de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi superior a 500, quase o dobro do informado nos registros oficiais.

O dado foi revelado pela delegada Luciane Bertoletti, responsável pela operação que investiga Paula no período em que ela esteve à frente da secretaria, de janeiro a agosto. A ex-secretária foi exonerada em agosto e é suspeita dos crimes de estelionato maus-tratos a animais.

 

“Há, sim, um número bem expressivo de eutanásias e essa era a tônica da gestão. A justificativa apresentada é a abertura de espaço para novos atendimentos, mas também há forte relação com o custo do tratamento. Um gato com esporotricose, por exemplo, exige de quatro a seis meses de medicação, cerca de R$ 300 por mês. Já a eutanásia custa de R$ 50 a R$ 100. Isso certamente pesava na decisão”, explicou a delegads Bertoletti.

Deixe uma resposta