Marco Aurélio Mello, ministro que presidiu o Supremo Tribunal Federal, onde esteve por 31 anos, comentou as declarações do ministro Luis Roberto Barroso. Ao jornalista Claudio Humberto, do Diário do Poder, deu uma aula de compostura:

“Em primeiro lugar não vejo o judiciário como poder político. Cabe ao juiz, em geral, atuar com equidistância e independência absoluta. O judiciário não está engajado em qualquer política, muito menos governamental. Quando na bancada, eu alertei muito sobre a necessidade de ficarmos dentro das balizas constitucionais, no espaço que nos era reservado. Entrar na seara alheia é como lançar um boomerang que pode voltar a própria testa. É bom que cada poder possa atuar em sua área. A política do judiciário é institucional. Visa a prevalência da Lei maior, que é a Constituição Federal. Judiciário não derrota quem quer que seja. Judiciário não disputa. Judiciário declara o direito incidente no caso concreto. Interpreta a Lei e soluciona o conflito”.
