Corpo de Gal Costa poderá ser exumado para identificar agressões sofridas.

Após a edição da revista Piauí deste mês publicar uma reportagem com graves acusações contra a viúva de Gal Costa, Wilma Petrillo, como dar golpes e ter levado cantora à falência, a jornalista Hildegard Angel usou o Instagram, nesta quinta-feira, para pedir ao Ministério Público a realização de uma autópsia no corpo da cantora, que morreu aos 77 anos, em novembro do ano passado, em São Paulo. O objetivo seria averiguar a causa da morte da artista.
“Dadas as recentes revelações, os fãs de Gal Costa pedem ao Ministério Público uma autópsia já. O mal súbito da cantora não nos convence”, escreveu a escritora e colunista social, que é filha da lendária estilista Zuzu Angel (1921-1976), no Instagram.
Os internautas concordaram com Hilde. “Chocante! É urgente investigação a respeito. Gal não merecia isso”, opinou um usuário da rede social. “A morte de Gal me incomodou desde o primeiro instante, um mal súbito sem maiores explicações e sem uma autópsia, que realmente explicasse, de forma objetiva, o que na verdade aconteceu. Nunca fiquei convencida dessa morte. Espero que tudo passe a ter uma resolução plausível”, desejou outra. “Necessário não deixar dúvida, que seja feita (a autópsia sim)”, comentou outro.
Entenda
A edição deste mês da revista “Piauí” traz uma grande reportagem com graves acusações contra Wilma Petrillo. De acordo com a publicação, além de não respeitar a vontade da cantora, a empresária teria aplicado golpes financeiros, feito ameaças, cometido assédio moral contra funcionários e, ainda, levado Gal à falência.
Seis ex-funcionários, seis amigos e um parente deram seus depoimentos para a revista. O médico Bruno Prado, que se tornou amigo de Gal Costa e Wilma, contou que, certa vez, a empresária pediu a ele uma quantia entre R$ 10 e 15 mil para realizar uma cirurgia nos olhos. O médico emprestou o dinheiro, mas disse não ter recebido o pagamento no prazo combinado e, com isso, começaram os problemas entre ele e Wilma.
A empresária teria passado a evitá-lo e deixou de convidá-lo para shows e para a casa de Gal. De acordo com a reportagem, Wilma também teria aplicado golpes em outras pessoas do círculo cultural de Salvador, e amigos da cantora estariam preferindo manter distância da empresária.
Após cobrar Wilma, Bruno, que é gay, começou a receber ameaças. “Se você continuar me cobrando, eu vou fazer uma coisa muito bonitinha: conto pro teu pai que você é viad*”, relembrou o médico na entrevista à “Piauí”. “Quando ela falou isso, eu tremi”, completou. Depois disso, ele decidiu mandar um email para Gal explicando tudo o que estava acontecendo, e a cantora prometeu a ele que Wilma iria pagar a quantia que estava devendo.
Ainda assim, a viúva teria seguido com as ameaças. “‘Você vai tomar uma surra tão bonita que vai aprender a respeitar os outros’. Ela dizia coisas como: ‘Você não tem vergonha de pedir dinheiro para uma mulher mais velha, sua bicha?'”, contou o médico. De acordo com a reportagem, Bruno chegou a fazer um boletim de ocorrência na época das ameaças. Ainda assim, Wilma continuou tentando assustá-lo. Durante uma viagem a Nova York, ela teria ligado para Bruno e dito que sabia qual era o hotel em que ele estava hospedado. Em seguida, teria afirmado que “conhecia gente que poderia dar um jeito nele”, já que Wilma tinha morado na cidade por um tempo.
O médico decidiu viajar para outro estado dentro dos Estados Unidos e só então recebeu o dinheiro que havia emprestado. Depois disso, ele nunca mais falou com a empresária, nem com Gal Costa.
Assédio
O produtor Ricardo Frugoli também deu seu depoimento e disse que tem péssimas lembranças do período em que trabalhou com Wilma. Segundo ele, Gal Costa teria perdido oportunidades de shows no Brasil e na Europa por conta do comportamento de sua companheira. Wilma teria feito acusações infundadas de roubo e furto contra funcionários, causado intrigas, e algumas pessoas da equipe teriam ficado depressivas por conta das humilhações sofridas nos bastidores.
O médico decidiu viajar para outro estado dentro dos Estados Unidos e só então recebeu o dinheiro que havia emprestado. Depois disso, ele nunca mais falou com a empresária, nem com Gal Costa.
Assédio
O produtor Ricardo Frugoli também deu seu depoimento e disse que tem péssimas lembranças do período em que trabalhou com Wilma. Segundo ele, Gal Costa teria perdido oportunidades de shows no Brasil e na Europa por conta do comportamento de sua companheira. Wilma teria feito acusações infundadas de roubo e furto contra funcionários, causado intrigas, e algumas pessoas da equipe teriam ficado depressivas por conta das humilhações sofridas nos bastidores.
Rombo financeiro
Ao morrer, a diva da MPB deixou para o filho, Gabriel, um apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo. O imóvel foi comprado em 2020 pelo valor de R$ 5 milhões. De acordo com a reportagem, este foi o item de maior valor que a artista deixou para seu herdeiro. Ume ex-funcionário que trabalhou com Gal até sua morte disse à publicação que sua conta bancária era “um buraco”.

Deixe uma resposta