Dois investimentos bilionários projetados com recursos privados para o Rio Grande do Sul, encontram-se ameaçados: o Porto Meridional de Arroio do Sal (investimento inicial de R$ 6 bilhões), e o Projeto Natureza, um investimento de R$ 24 bilhões para ser executado até o fim da década em Barra do Ribeiro, na região metropolitana de Porto Alegre. Ambos enfrentam obstáculos na análise dos projetos ambientais.
Ibama nega pedido preliminar e pede novas informações sobre o Porto Meridional
Ontem, o Ibama negou preliminarmente o pedido de licenciamento do projeto Porto Meridional, e comunicou que precisará de adequações e complementações no estudo, além de uma alternativa na configuração do equipamento para reduzir possíveis impactos que uma obra deste tamanho possa gerar. Um ofício também pede o aprofundamento sobre os riscos climáticos eventuais, considerando a posição geográfica na região de Arroio do Sal.
Por outro lado, o Projeto Natureza da CMPC segue enfrentando importante impasse relacionado ao licenciamento ambiental pelo questionamento do Ministério Público Federal (MPF). Para se tornar realidade, a nova planta de celulose da empresa, em Barra de Ribeiro, precisa superar os entraves jurídicos e ambientais ligados ao licenciamento. O diretor-geral da CMPC, Antonio Lacerda já alertou: “o que o MPF está pedindo é inédito e inexequível, além de trazer consequências devastadoras que podem paralisar investimentos não somente no Rio Grande do Sul, mas em todo país. “
Ambientalista já disse que projeto do Porto Meridional “ameaça a procriação da lagartixa das dunas, e do tuco-tuco”
Em uma das audiências públicas realizada no mês de junho em Porto Alegre, um ambientalista mencionou especificamente que é contra o projeto do Porto Meridional, porque, segundo ele, a lagartixa-das-dunas, e o tuco-tuco (pequeno mamífero roedor), terão sua preservação ameaçada pelo empreendimento.
Porto Meridional reafirma certeza na obtenção da licença
O consórcio responsável pelo Porto Meridional emitiu uma nota, nesta terça-feira (25), destacando que irá atender às complementações solicitadas pelo Ibama, viabilizando a implementação do projeto em Arroio do Sal. Em nota, o Porto Meridional Participações informa que recebeu as considerações apresentadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no âmbito do processo de licenciamento ambiental do empreendimento.
Segundo a nota, “é importante destacar que não se trata de uma conclusão do Ibama quanto à viabilidade ambiental do empreendimento, mas uma solicitação de mais esclarecimentos e complementações do estudo nos pontos indicados na nota técnica.”
