
Diante da pressão do governo Lula em razão do período eleitoral, para que o Senado apresse a votação da MP que extingue a jornada de trabalho 6×1, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encaminhou pedido aos senadores para que a proposta não seja votada antes das eleições.
No documento endossado pelas suas 34 federações e sindicatos filiados e entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a CNC afirma que mudança na jornada exige debate técnico e alerta para possíveis impactos sobre custos, pequenas empresas e empregos formais. Embora de forma tardia, a Confederação anunciou uma campanha nacional contra a votação, antes das eleições, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Fecomércio-RS preocupada com futuro
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, avalia que “não se trata apenas de dizer “sim” ou “não” à escala 6×1, mas de pensar no futuro do trabalho e nos impactos para trabalhadores e empresas”. Bohn também destacou a PEC 12, que defende mais liberdade para que o próprio trabalhador possa escolher como deseja trabalhar, com flexibilidade e direitos garantidos, além do valor da negociação coletiva. A importância da atualização dos limites do Simples Nacional também foi um dos temas da reunião.
Um estudo da Fecomércio-RS indica que, em termos de impacto no mercado de trabalho formal privado, o Rio Grande do Sul (com 7,25% das horas de trabalho impactadas) aparece em uma posição intermediária entre os estados brasileiros.
