Eleição de 2020 pode repetir fenômeno de 2018,desbancando grandes estruturas, prevêem analistas

Analistas projetam que a eleição municipal de novembro poderá reeditar uma situação já verificada no pleito de 2018, quando uma força inesperada — Jair Bolsonaro — superou a estrutura de partidos poderosos, com alta capilaridade nas cinco regiões do país e que compõem uma estrutura de poder há décadas consolidada. Em algumas capitais pode-se perceber que nomes tradicionais da política migram para legendas menores, em busca de maior adesão e menor resistência entre correligionários. Existem ainda os candidatos que conseguem agregar o poder eleitoral de correntes religiosas, sobretudo os neopentecostais. Quem perde com isso são partidos tradicionais como PT, PSDB e MDB.

Há um recorde de candidatos inscritos nas eleições deste ano, cujo prazo final foi ontem, às 19h: ao todo, 517.786 pessoas querem disputar uma cadeira de prefeito, vice-prefeito ou vereador, conforme o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até a noite de ontem. Os nomes para vereador representam a maior parte: 480,9 mil pedidos. Já prefeitos, são 18.416; para o cargo de vice-prefeito, 18.436. Os nomes ainda serão analisados pelo juízo eleitoral. Nas eleições de 2016, o número de inscrições foi de 503,2 mil.

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