Da coluna do jornalista Flavio Pereira,no jornal O SUL:
Os bastidores das negociações da Reforma Tributária, aprovada pela Câmara, e que agora será votada pelo Senado, têm fatos curiosos. Foi uma operação delicada, toda a negociação de pontos da Reforma Tributária pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios, o gaúcho Paulo Ziulkoski. Ele dialogou diretamente com o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e conseguiu, conforme afirma, “assegurar premissas inegociáveis, como a garantia da autonomia municipal e a justiça na distribuição de recursos. E temos o compromisso do Congresso de incluir outras demandas apresentadas pelo movimento”. Para o êxito dessa negociação, Ziulkoski precisou neutralizar vozes radicais de prefeitos e prefeitas que achavam que poderiam resolver a questão, “chutando o balde”. Agora, com os mesmos cuidados, a nova etapa de negociação, será no Senado, onde a proposta da Câmara será votada no retorno do recesso parlamentar.
Ganhos para 98% dos municípios
Após fechar acordos com o limite de redução de perdas, Paulo Ziulkoski obteve dos prefeitos sinal verde para apoiar o texto. Um ponto importante, está nos dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) atualizados pela CNM, mostrando que 98% dos municípios brasileiros ganham com o texto aprovado, maior arrecadação em 20 anos, e apenas 108 poderão perder. No Rio Grande do Sul, a conta será na mesma proporção: apenas 12 municípios perdem, e 485 ganham com a reforma.
