
Mulheres são maioria entre os eleitores, mas possuem pequena representação no legislativo.
A cada eleição, ressurge a pauta da participação das mulheres. Apesar de terem alcançado em 2022 a maior bancada da história, mulheres representam apenas 18% do Congresso Nacional atualmente. O Legislativo é formado por 594 congressistas, sendo 81 senadores e 513 deputados, mas as mulheres ocupam somente 107 vagas destes cargos.
Mulheres representam 52% dos eleitores
Segundo o Censo de 2022, as mulheres representam 51,5% da população brasileira e, segundo o TSE, elas somam mais de 81,8 milhões de eleitoras, o que equivale a 52,47% do total.
Movimento quer cota de 50% para mulheres no legislativo
Há uma semana, movimentos sociais e entidades lançaram na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, uma plataforma digital para coletar assinaturas em apoio a um projeto de iniciativa popular que reserva 50% das cadeiras do Legislativo brasileiro para mulheres. A proposta precisa de 1,7 milhão de assinaturas para ser protocolada no Congresso Nacional. Esse projeto estabelece que, dos 50% de assentos reservados a mulheres, metade —equivalente a 25% do total de cadeiras— seja destinada a mulheres negras.
No Rio Grande do Sul, representação feminina tem aumentado
No Rio Grande do Sul, naturalmente, a representação das mulheres no legislativo tem crescido. Em 2018 foram eleitas três deputadas federais. Esse número dobrou em 2022, com a eleição de seis mulheres pra a Câmara dos Deputados. Da mesma forma, para a Assembleia Legislativa, em 2018 foram eleitas nove mulheres. O número de deputadas aumentou para 11 em 2022, e atualmente são 12 mulheres, com a recente posse da deputada Zilá Breitenbach (PSDB) em razão da cassação determinada pelo TER, ao mandato do deputado Professor Bonatto (PSD).
