
Na mira da tropa de choque bolsonarista, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem monitorado os resultados das mais recentes pesquisas de intenção de voto e projetado cenários de uma futura composição do Senado Federal, a partir de 2027. O objetivo é mapear o risco de avanço dos cerca de 100 pedidos de impeachment contra magistrados que atualmente tramitam na Casa,informa a jornalista Malu Gaspar.
Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna, os levantamentos internos do STF apontam que a bancada “pró-impeachment” poderia alcançar aproximadamente 40 das 81 cadeiras – bem aquém dos 54 votos exigidos para a abertura de um processo nesse sentido, conforme uma polêmica decisão do ministro Gilmar Mendes de dezembro do ano passado.
Antes da determinação de Gilmar, o quórum exigido para a abertura de processo contra ministros era de maioria simples, ou seja, de 41 votos. Se ainda estivesse em vigor, isso poderia complicar a situação dos magistrados caso o cenário projetado pelo próprio Supremo se confirme na eleição, com a eleição de parlamentares do campo conservador e de bolsonaristas que têm feito campanha com um discurso anti-STF.
