
“Não há um único responsável e não há um único órgão que irá solucionar um fenômeno social tão complexo, uma situação tão grave que estamos vivendo. Por isso, esse tema está permanentemente na pauta da OAB/RS e também precisa permanecer em evidência para a sociedade e para os poderes constituídos”, afirmou ontem, em Porto Alegre, o presidente da OAB gaúcha, Leonardo Lamachia, ao abrir o ato inserido na campanha “Basta de Feminicídios no RS”.
O encontro reuniu representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada para apresentar o trabalho desenvolvido pelo Comitê Interinstitucional de Combate aos Feminicídios.
Para mostrar a dimensão do problema, Lamachia lembrou que, em 25 de março deste ano, a entidade promoveu um ato público de mobilização. Na época, o Estado registrava o número chocante de 23 feminicídios e, desde então, mesmo diante do empenho das forças de segurança e da sociedade civil, foi atingida a marca alarmante de 41 casos em 2026. “Não há um único responsável e não há um único órgão que irá solucionar um fenômeno social tão complexo, uma situação tão grave que estamos vivendo. Por isso, esse tema está permanentemente na pauta da OAB/RS e também precisa permanecer em evidência para a sociedade e para os poderes constituídos”, afirmou. O Comitê Interinstitucional de Combate aos Feminicídios reúne o conjunto de propostas concretas para enfrentar a violência de gênero no Rio Grande do Sul.
Quem faz parte do Comitê Interinstitucional de Combate aos Feminicídios
Integram o Comitê Interinstitucional de Combate aos Feminicídios, sob a liderança da OAB/RS: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul – Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar; Ministério Público do Rio Grande do Sul – Coordenadoria do Centro de Apoio de Enfrentamento à Violência contra a Mulher; Polícia Civil do RS – Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher; Defensoria Pública do RS – Núcleo de Defesa da Mulher; Brigada Militar; Secretaria de Segurança Pública do RS; Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do RS; Conselho Regional de Medicina do RS; Secretaria da Mulher do RS; Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul; Conselho Regional de Serviço Social – 10ª Região; e Movimento de Justiça e Direitos Humanos.
