
O governador Eduardo Leite reafirmou ontem na Assembleia Legislativa que irá encaminhar, até o final do ano, os leilões de concessão dos blocos 1 e 2 de rodovias, “de uma maneira ou de outra”, explicando que a equipe técnica vai avaliar, junto com o BNDES as alterações na modelagem. Ele rebateu as críticas da falta de debate sobre as concessões, e garantiu que o estado promoveu mais audiências públicas do que a lei previa. Sobre as obras, o governador explicou: “não podemos ignorar que o estado passou pela maior calamidade passada por um estado brasileiro, e é evidente que isso afeta o cronograma de obras. Só no bloco 3 foram 150 pontos afetados, que precisavam ser reconstruídos. Não há como ignorar isso”.
O governador compareceu de forma espontânea na CPI dos Pedágios, acompanhado pelo chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Jr., o procurador-geral, Eduardo Cunha da Costa, o secretário de Governo, Artur Lemos, e os secretários de Reconstrução – pasta responsável pelas concessões – Pedro Capeluppi; e de Comunicação, Caio Tomazeli.
Leilão sem propostas e multas do Free Flow
O governador atribuiu a um clima de tensão criado no estado, e ao modelo muito ajustado e rigoroso o fato de não ter sido apresentada nenhuma proposta para assumir concessão de 409 quilômetros de estradas no Vale do Taquari e no norte do Estado. Para ele, “o modelo foi tão ajustada que não houve interessados”.
Eduardo Leite comentou também as críticas às multas do free flow. Segundo ele, “elas foram aplicadas conforme legislação federal. E apenas 2% dos usuários foram multados, o que significa que a cada 100 pessoas 98 pagam corretamente. Para estes 2% incidiu a multa de acordo com as normas federais.”
