
“O Banco Central agiu de forma corretíssima ao decretar a liquidação do Banco Master. Aliás, se houve falha, foi na demora em decretar essa liquidação”, avalia o ex-governador Germano Rigotto. Ele conversou neste domingo com o jornalista Flavio Pereira, e projetou alguns cenários para o caso do Banco Master.
Líder do governo Fernando Henrique Cardoso, quando foram criados o PROER ( Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) e o PROES (Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária), com mecanismos de credibilidade para o sistema financeiro, e impondo medidas mais rigorosas na fiscalização do setor, Rigotto atualmente é membro do Conselho Superior de Estudos Nacionais e Política – Cosemp da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ele classificou como “descabida e extemporânea” a iniciativa de um ministro do TCU de instaurar uma inspeção para apurar as circunstâncias que levaram ao encerramento das atividades da instituição financeira:
-Um absurdo. O TCU não tem competência para isso. O poder é do Banco Central”, afirma.
Rede de proteção para barrar CPI
Embora as evidências de que o Master era um banco com problemas estruturais graves, utilizando títulos sem lastro e colocando em risco investidores e o próprio sistema financeiro, Germano Rigotto avalia que a criação de uma CPI “terá dificuldades para prosperar, porque o presidente do Banco criou uma rede de proteção no executivo, no judiciário e no próprio legislativo. Tem muita gente interessada em barrar essa CPI”, avalia.
