DESDE 2012, R$ 185 MILHÕES PARA O RALO DA CARRIS

Porto Alegre, 11/01/2013  Prefeito José Fortunati na solenidade de entrega de 13 novos ônibus articulados Local: Largo Glênio Peres Foto: Cristine Rochol/PMPA Vice-prefeito, Sebastião Melo. Pres. Carris, Sérgio Zimmermann
Foto: Cristine Rochol/PMPA

Não é só o governo do Estado que mantém estatais deficitárias, de estimação, para as quais todos os contribuintes são chamados a cobrir rombos todos os anos. Casos da CEEE e Companhia Riograndense de Mineração, por exemplo. Na prefeitura de Porto Alegre,a estatal de estimação por ora, é a Carris, que ontem comemorou 145 anos. Desde 2012, a prefeitura tem tirado recursos da saúde, da educação e dos investimentos em infra-estrutura para cobrir rombos da Carris. Começou em 2012, com o rombo R$ 5,3 milhões nos cofres da empresa. No ano seguinte, o valor pulou para R$ 28 milhões, em 2014, foi necessário cobrir o rombo de R$ 49 milhões. Em 2015, o total ficou em R$ 48 milhões. No ano passado, o rombo da Carris foi de R$ 55 milhões.

COMISSÃO DE ÉTICA ARQUIVA CASO DE PADILHA

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A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu arquivar o caso que envolveu declarações do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O anúncio foi feito pelo presidente da comissão, Mauro Menezes. Segundo a informação oficial, o colegiado aceitou a defesa do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em relação a declarações admitindo troca de votos no Congresso por espaço na Esplanada dos Ministérios.

52 PROJETOS PARA VOTAÇÃO NA ASSEMBLÉIA

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Se quiserem, os deputados estaduais poderão votar na sessão plenária desta terça-feira, 52 projetos. Antes porém,será necessário concluir a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 261/2016, interrompida na última sessão por falta de quórum ,e que altera o cálculo do tempo de contribuição para aposentadoria dos servidores.

PAINEL DA AJURIS REÚNE TARSO E RIGOTTO

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A Ajuris (Associação dos Juízes do RS) promove hoje, o painel “A política ainda é possível?” com a mediação do juiz de Direito João Ricardo dos Santos Costa, ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiro. O painel acontece às 14h30min, no Auditório da Escola da Ajuris (Rua Celeste Gobbato, 229), em Porto Alegre. O evento, aberto ao público, reunirá em debate os ex-governadores do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) e Germano Rigotto (PMDB) e o cientista político da UFRGS André Marenco. A promoção é do Departamento de Direitos Humanos da Ajuris com apoio da Universidade LaSalle e da Escola da Ajuris.

MINISTRO FACHIN TEVE APOIOS IMPORTANTES

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Grupo de parlamentares da base do governo ainda insiste em apurar a polêmica que cerca os movimentos que o agora ministro Edson Fachin fez, durante sua campanha para ser indicado para o Supremo Tribunal Federal. O delator Ricardo Saur, lobista da JBS usou seus contatos em Brasília, e colaborou decisivamente para a indicação de Fachin, viajou com ele no trajeto Curitiba – Brasília – Curitiba e promoveu jantar com o senador Renan Calheiros. O ministro não se deu por suspeito ao homologar o acordo de delação dos Batista e Saur.

TEMER TAMBÉM É O DONO DO TRIPLEX DE GUARUJÁ?

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A curiosa entrevista-bomba do empresário Joesley Batista, dono da JBS, atribuindo ao presidente da República Michel Temer a condição de “chefe de quadrilha” provocou uma imediata reação do acusado: em nota oficial,o presidente Michel Temer anuncia a adoção de interpelações ao empresário,nas esferas cível e criminal. Tão desconexas foram as declarações do dono da JBS, e seu esforço para excluir o ex-presidente Lula do foco das investigações,que apenas faltou afirmar que Michel Temer seria o verdadeiro dono do polêmico triplex de Guarujá.

UM ACORDO DOS SONHOS

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O acordo de delação da JBS, o chamado “acordo dos sonhos”, que poderá ser revisado nesta terça-feira pela Segunda turma do STF, permitiu que Joesley e seu irmão, Wesley, não fossem condenados a dois mil anos de prisão, não precisassem ficar presos, sequer obrigados a usar tornozeleira eletrônica com direito a anistia nas demais investigações às quais respondem e sem necessidade de entregarem os passaportes.

EX-PROCURADOR DA LAVA-JATO ATUA NO ESCRITÓRIO QUE ATENDE JOESLEY

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O ex-procurador da República Marcelo Miller, que atuava no grupo de trabalho da Lava Jato e era um dos braços-direitos do procurador-geral da República Rodrigo Janot, passou a atuar neste ano no escritório Trench, Rossi & Watanabe Advogados que negociaram com a PGR os termos de leniência do grupo JBS, o que surpreendeu aos próprios colegas na Procuradoria Geral da República. Miller atuava na Lava Jato até março e, segundo informações, tornou pública a decisão de deixar a PGR em 6 de março, exatamente na véspera da conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer, gravada pelo empresário no Palácio do Jaburu.

O DIÁLOGO SOBRE PROPINAS COM DILMA

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Joesley Batista relata também suas conversas com os ex-presidentes Luis Inácio e Dilma, sobre propinas. Com Dilma, a conversa no Palácio do Planalto, segundo ele, foi bastante explícita:

“Confirmei com a Dilma porque ela me pediu R$ 30 milhões para o [governador de Minas Gerais, Fernando] Pimentel. Aí me senti na liberdade de explicar.”

A conversa, segundo Joesley, foi “no Palácio do Planalto”, “na mesa redonda do gabinete presidencial”.

“Expliquei: acabou o dinheiro. Ela ouviu e falou: ‘Tá bom. Pode fazer’. Foi o último dinheiro. Estava no final da campanha.”

MARCO AURÉLIO: “MP NÃO FALA PELO JUDICIÁRIO”

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Incomodado com o protagonismo do Ministério Público, adotando decisões que na sua ótica,seriam privativas de magistrados, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que é atribuição exclusiva do Judiciário negociar benefícios de penas nas delações premiadas. “O Ministério Público não pode prometer algo que decorre da caneta de quem julga. O Ministério Público não fala pelo Judiciário”.

O DESFECHO DE UMA PROLONGADA INVASÃO

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Detido por ordem do oficial de justiça, acusado de tentar obstruir o cumprimento de ordem judicial de reintegração de posse na invasão de um prédio no dentro de Porto Alegre, o deputado Jefferson Fernandes (PT) que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa teve a solidariedade do presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Edegar Pretto (PT) e da deputada federal Maria do Rosário. Com a desocupação, a Justiça encerrou um caso que vinha se arrastando desde dezembro de 2015,quando ocorreu a invasão. Desde então abriram-se vários prazos para que fosse negociada a desocupação pelo grupo de ativistas políticos e algumas famílias, num total de 70 pessoas.

FALTAM ESTRATEGISTAS?

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A emenda de Marcel Van Haten trouxe à luz algo que está evidente na atual base do governo, e no seu núcleo político: a falta de estrategistas. Além de ter perdido o tempo para o encaminhamento da proposta de plebiscito, caberia ao governo ter incluído Corsan e Banrisul no pacote original, para negociar a sua exclusão num segundo momento. Talvez a emenda do deputado Marcel tenha consertado essa omissão dos estrategistas.

EM CACHOEIRA, VEREADOR REAGE AO SER CHAMADO DE “VEADO”

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Na ultima quarta-feira, uma polêmica nas redes sociais movimentou dois conhecidos vereadores de Cachoeira do Sul. A discussão começou depois que circulou no Facebook um comentário do presidente da Câmara, Paulão Trevisan, referindo-se ao colega Itamar Luz. Paulão admitiu ao Jornal do Povo, que “Eu disse de brincadeira: olha ali aquele veado”. No Facebook, ontem o vereador Itamar respondeu: “Lamentavelmente estou recebendo informações por vários amigos, onde alguém falou inverdades sobre minha pessoa em uma live na rede social Facebook.(declarações não são verdadeiras). Quero dizer que eu SEMPRE RESPEITEI a todos e que a minha sexualidade ou vida pessoal, respeita somente a mim.”

CARLOS GOMES DEFENDE CRÉDITO DO BNDES PARA MUNICÍPIOS

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A sugestão do presidente da Famurs (Federação das Associações de Municipios do Estado) Luciano Pinto, para que a bancada federal gaúcha se mobilizasse, buscando abrir espaço no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Economico e Social) para financiamento às prefeituras, sensibilizou os parlamentares em Brasília. Ontem, o deputado federal Carlos Gomes (PRB) que coordena interinamente a bancada gaúcha, esteve no BNDES com uma comitiva de parlamentares da Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), solicitando ao presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, a criação de uma linha de crédito especial para aproximadamente 250 municípios (100 no RS) atingidos pelos temporais dos últimos dias. O objetivo é viabilizar a aquisição de equipamentos para a recuperação das estradas do interior dessas comunidades para garantir o escoamento da produção agrícola.

O Blog de Flavio Pereira