SARTORI TORCE PARA QUE SEU PROJETO DE GESTÃO PROSSIGA NOS PRÓXIMOS ANOS

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O governador José Ivo Sartori avaliou ontem que “ao contrário do que se tem afirmado, o acordo da recuperação fiscal com a União vai reduzir no longo prazo, um total de R$ v22 bilhões de reais da dívida, em relação aos termos atuais”. Sartori fez esta e outras avaliações durante reunião-Almoço ontem com jornalistas do Clube de Opinião em Porto Alegre. Realista, o governador afirma que “se não fizermos a renegociação, será muito pior para o estado. Não ´~e solução, mas é um passo importante”. Ele calcula que, de um total estimado de R$ 40 bilhões em investimentos que o estado pode receber, cerca de 20 bilhões aguardam o desfecho da renegociação da dívida.

O PROJETO DO ESTADO

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O governador lamenta que parceiros como o PP e o PSDB não continuem compartilhando do projeto de modernização do estado, mas afirma que “nunca fui de interferir na vida de outros partidos, ou de outras instituições”, referindo-se ao fato de partidos da base lançarem candidaturas ao governo do Estado. O governador recorda que “na eleição passada, firmamos alianças no segundo turno apenas”. Mas, Sartori afirma que “o meu maior desejo é que esse projeto que implantamos, tenha continuidade”.

ORÇAMENTO REALISTA NO RS

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Um dos pontos que o governador destaca na sua gestão em relação às finanças, foi a adoção de um orçamento realista, acabando com a tradição de apontar créditos impossíveis como forma de zerar receita e despesa na proposta oficial. Desta forma, “a proposta orçamentária de 2018, em números redondos, estima R$ 62 bilhões de receita, e R$ 70 bilhões de despesa”, afirma Sartori.

RECEITAS IMEDIATAS

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O governador gaúcho está otimista em relação à colocação no mercado das ações do Banrisul, e da subsidiária gestora de cartões do banco. Mas garantiu que esse negócio somente será concretizado “se o mercado apresentar valores compatíveis”. Ele descarta a possibilidade de venda desses ativos a preços irrisórios. A outras fontes de receita, projeta, poderá vir da própria adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, que permitirá a abertura de espaço fiscal para operações de crédito, e o alivio no pagamento mensal das parcelas da dívida, permitindo que a casa seja arrumada para o atual e o próximo governo que vir a sucedê-lo.

SARTORI E A REELEIÇÃO

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Na reunião-almoço de ontem, o governador José Ivo Sartori mostrou-se confiante em que, se o seu projeto de modernização do estado não continuar com ele, “certamente o meu partido terá um outro nome para indicar”, referindo-se à possibilidade de não disputar a reeleição. Ele afirma que “se eu dissesse hoje que sou candidato, estaria destruído todas as propostas de governo em andamento”. O governador, no momento, não se mostra muito e entusiasmado com a hipótese de concorrer novamente. A verdade é que hoje, o PMDB não dispõe de um plano B para a hipótese de Sartori desistir da reeleição. Qualquer que seja o cenário, o governador afirma que “continuarei até o final da gestão, fazendo o que precisa ser feito”.

AINDA A QUESTÃO DOS GASTOS COM PESSOAL

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O Tribunal de Contas do Estado examinou ontem o pedido da Procuradoria-Geral do Estado, em atenção à cláusula de um “protocolo de acordo” acertado com a Secretaria do Tesouro Nacional no final de 2017, para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. O Tribunal   respondeu que, a depender da análise do caso concreto e do conjunto da gestão, eventual inconformidade quanto às referidas publicações poderá, em tese, ensejar sanções e repercussão nas contas. O cerne da questão:o calculo do limite de 60% de gastos do pessoal utilizado pelo TCE, exclui as despesas com pensionistas. Na prática,os gastos do estado com pessoal chegam a 75%.

REONERAÇÃO DA FOLHA NÃO VAI IRRIGAR FUNDO ELEITORAL, GARANTE PADILHA

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Os recursos oriundos da reoneração da folha de pagamento das empresas, serão direcionados para a área da segurança pública. A garantia é do ministro da Casa Civil da presidência da República, Eliseu Padilha. Com essa declaração, Padilha descarta qualquer possibilidade de que estes recursos possam ser repassados ao fundo eleitoral que será utilizado para os gastos da campanha dos partidos este ano. Lembra que esse tema está superado: “Fundo eleitoral já tem recursos previstos lá atrás”. Sobre isso, “Possibilidade zero”, garante Padilha.

O Blog de Flavio Pereira