No Rio Grande do Sul, MDB e PTB com cargos no Governo, posam de independentes e ameaçam votar contra projeto do ICMS

Quem ouve o discurso do MDB e do PTB no Rio Grande do Sul, aplaude a independência dos partidos que ameaçam votar contra o projeto do ICMS do Governador tucano Eduardo Leite.
Só que não. Ambos tem cargos no governo. PTB tem inclusive o vice de Eduardo Leite.
A decisão anunciada ontem pela bancada do MDB – 8 deputados – no Legislativo gaúcho, antecipa a iminente derrota da proposta do governador Eduardo Leite de prorrogar até 2024 as alíquotas majoradas do ICMS para energia elétrica, telefonia e combustíveis, além de outros itens, como o IPVA.

O anúncio da decisão da bancada foi feito pelo deputado Gabriel Souza, que foi o líder do governo de José Ivo Sartori, que antecedeu Leite no Piratini.

A situação é tão delicada, que até mesmo a bancada do PTB, do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, se insurgiu e pediu que o governo retire do projeto o item que altera a isenção do IPVA. O governo pretende votar nesta terça-feira o projeto. Mas, se não houver uma negociação sobre alguns pontos, suavizando a proposta, dificilmente o governo conseguirá os 28 votos necessários para aprová-la.

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