Justiça aceita denúncia, e cardiologista de Taquara vira réu por estupro de vulnerável após acusações de abuso em consultas

Médico foi preso no seu consultório, em Taquara | abc+

O cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, virou réu por estupro de vulnerável em Taquara, no Vale do Paranhana, após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca, que recebeu a acusação nesta quarta-feira (15). Com isso, o médico passa a responder formalmente a um processo criminal. A informação é de GZH.

De acordo com o MPRS, a denúncia envolve três pacientes adultas atendidas em consultório particular. Os relatos apontam que os crimes teriam ocorrido em abril de 2024 e também em janeiro e março deste ano.

Segundo a acusação, os abusos aconteceram durante consultas cardiológicas, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames. O Ministério Público sustenta que o médico se aproveitava da condição profissional, da relação de confiança e da vulnerabilidade das vítimas no contexto do atendimento clínico para praticar atos libidinosos sem consentimento.

Daniel Pereira Kollet está preso preventivamente desde o dia 30 de março. Agora, o processo aguarda a citação do réu, etapa em que ele será formalmente comunicado e poderá apresentar defesa.

A reportagem aguarda a posição da defesa do médico. O espaço está aberto para manifestação.

O que diz a denúncia

A denúncia foi apresentada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, que sustenta que as pacientes estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial devido ao contexto de atendimento médico. Por essa razão, o MP enquadrou os casos como estupro de vulnerável.

O órgão também pediu à Justiça que o médico pague indenização às vítimas.

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