Ibovespa sobe 1,42% no dia, mas acumula queda de 3% no mês, enquanto dólar vai a R$ 5,20: o que esperar para dezembro?

Bolsa subiu nesta quarta amparada por otimismo no exterior, mas riscos fiscais levaram à queda do Ibovespa em novembro e devem guiar último mês do ano, informa o InfoMoney.

Dólar cai para R$ 5,31 com bom humor externo e doméstico - Economia - Campo  Grande News

 

Volatilidade se tornou o “novo normal” da Bolsa brasileira em novembro e, no último pregão do mês, a situação não foi diferente. Nesta quarta-feira (30), as atenções dos investidores, voltadas principalmente ao noticiário político nacional, levaram em conta as movimentações do cenário externo.

O evento mais aguardado do dia foi a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos. O discurso do chairman foi considerado dovish (brando) pelos agentes de mercado, dando a entender que o ritmo de alta de juros no país deve desacelerar nos próximos meses.

As Bolsas americanas, que oscilaram entre perdas e ganhos ao longo do dia, avançaram com força no terreno positivo e fecharam em alta. Por lá, Dow Jones subiu 2,18%, a 34.589 pontos, S&P 500 teve avanço de 3,09%, aos 4.080 pontos e o
Nasdaq fechou em alta de 4,41%, aos 11.468 pontos.

A notícia que fez as Bolsas ganharem tração lá fora, de início teve impacto limitado aqui no Brasil. Isso porque o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, pareceu pouco inclinado a ceder em relação aos valores protocolados na chamada PEC da Transição. Lula se reuniu na tarde de hoje com Arthur Lira, vice-presidente da Câmara dos Deputados, e o Ibovespa foi para o terreno negativo ao final do encontro.

“Lula quer manter números que inciou na PEC para cumprir o que ele prometeu na campanha. Para isso, ele vai ter que trabalhar com os valores exorbitantes do texto, algo próximo de R$ 198 bilhões. É um número bem fora da realidade e que o mercado não trabalha”, explicou Luiz Souza, especialista em renda variável da SVN Investimentos.

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