FECOMÉRCIO: Taxa de desocupação no RS atinge 4,1% e renova mínima histórica

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua Trimestral), do IBGE, a taxa média de desocupação do Rio Grande do Sul foi de 4,1% (menor nível da série histórica iniciada em 2012) no III trim/25, permanecendo estável em relação ao trimestre imediatamente anterior (4,3%) e recuando frente ao mesmo período de 2024 (5,1%).

Gráfico demonstrativo do PNAD

Com esse resultado, o estado registrou a sétima menor taxa de desocupação entre as unidades da federação. Na região Sul, contudo, ficou atrás de Santa Catarina (2,3%) e do Paraná (3,5%). A taxa de participação na força de trabalho alcançou 65,0% no III trim/25, mantendo-se estável em relação aos 65,5% observados no trimestre anterior. Frente aos 66,0% registrados no mesmo período de 2024, o indicador também permaneceu estatisticamente estável.

O contingente total de ocupados, estimado em 5,8 milhões de pessoas, recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior — variação sem significância estatística — e permaneceu estável frente ao mesmo período de 2024 (5,8 milhões). Na comparação anual, entre os grupos de ocupação, apenas os empregados do setor privado sem carteira assinada registraram queda (-15,9%), enquanto os demais segmentos permaneceram estatisticamente estáveis. O número de desocupados, estimado em 248 mil pessoas, diminuiu 6,8% em relação ao trimestre anterior (mas sem significância estatística) e 20,3% na comparação com 2024. A população na força de trabalho potencial manteve-se estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto frente ao mesmo período do ano passado. Dentro desse grupo, o contingente de desalentados (51 mil pessoas) apresentou forte redução na comparação anual (-25,0%), e, em relação ao trimestre imediatamente anterior, permaneceu estatisticamente estável (-7,9%).

Quanto à renda, o rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi de R$ 3.875 no III trim/25, atingindo o maior valor da série histórica. A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 22,2 bilhões, também no nível mais alto já registrado. Ambos os indicadores permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior e apresentaram crescimento frente ao mesmo período de 2024.

Os dados do III trim/25 reforçam a ideia de um mercado de trabalho apertado no RS, que passa a testar um piso para a sua taxa de desocupação. A estabilidade na margem dos rendimentos médio reais habituais e o recuo da população ocupada mostram uma provável redução na demanda por trabalho, reflexo da desaceleração econômica em curso.. Para 2026, nossa expectativa é que, dado um cenário de desaceleração econômica, especialmente na parte cíclica da economia, tenha como reflexo uma pequena deterioração do mercado de trabalho. Todavia, o mercado de trabalho deverá continuar sendo um importante elemento de manutenção do consumo das famílias.

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