Em todo o Brasil, pelo menos 84 candidatos nas eleições foram assassinatos durante as campanhas

Ao menos 84 candidatos a cargos de prefeito ou vereador morreram assassinados durante as campanhas municipais no país. O número de concorrentes que sofreram ataques com armas de fogo ou armas brancas mas sobreviveram, por sua vez, é de pelo menos 80. Especialistas apontam para o risco de ligação de parte dos assassinatos com disputas do narcotráfico. Eles alertam que a falta de segurança e o medo enfraquecem o processo eleitoral, e que o Estado tem dificuldades de dar respostas ao problema. Na sexta-feira, Reginaldo Eloy Marcomini dos Reis (PSD), vereador e candidato a prefeito de Macedônia (SP), prestou queixa por tentativa de homicídio, depois de criminosos dispararem contra o carro em que estava.

O número de 84 mortos e mais de 80 vítimas de ataques entre candidatos é um levantamento do coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes. Ele está postando os casos coletados em seu perfil oficial no Twitter e criou um mapa onde marca os registros de violência e morte contra candidatos nos estados. Em 5 de outubro, o número de mortes estava em 68. Em 2 de novembro, ao menos 80 políticos já haviam morrido. O pesquisador registrava 22 estados com, ao meno,s uma morte. “Pernambuco registrou 13 mortes, Minas Gerais, oito, e Rio de Janeiro, sete”, postou.

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