Em nota, presidente da Câmara denuncia decisão do ministro Flavio Dino  como “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”.

Em nota, o presidente da Câmara, Hugo Motta, chamou a decisão do ministro do STF Flavio Dino, de bloquear R$ 119 milhões em emendas parlamentares, de “inaceitável” e afirmou haver uma “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”.

Na nota, o presidente da Câmara sustentou que a decisão “não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas” e que se baseia em inferências que acabam por criminalizar a atividade política.

Motta também declarou confiar no trabalho dos servidores da Câmara e afirmou que a autorização para que assessores operacionalizem indicações de emendas conforme orientações das lideranças partidárias faz parte do funcionamento administrativo do Legislativo e, segundo ele, não configura irregularidade.

Direita é alvo 83% das ações contra deputados federais

Dado trazido pelo jornalista Claudio Humberto mostra que 83% das ações do STF, PGR e Polícia Federal contra deputados federais atingiram a direita. Ele traz um levantamento indicando que, desde a posse de Lula (PT), em 2023, essa tendência esse ampliou.

Segundo os números, um levantamento de julho de 2025 mostra que 83% das ações contra deputados federais miravam a direita e, das 61 ações no STF contra deputados, 51 tinham políticos de direita como réus e apenas 5 esquerdistas. A raridade, aponta, foi a recente Operação Compliance Zero contra o líder do governo senador Jaques Wagner (PT-BA), algo excepcional na estatística. No ano eleitoral de 2026, essa situação ficou mais nítida, comenta Claudio Humberto.

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