
Uma dura realidade: a população em situação de rua no Brasil praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato de Lula. Os cadastros do próprio governo são implacáveis: dezembro de 2022, último mês antes da posse de Lula, o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) – principal base de dados federal usada para registrar famílias e pessoas em situação de rua no Brasil – registrava 198,7 mil pessoas em situação de rua em todo o país. Em junho de 2026, o número chegou a 392,4 mil – um crescimento de 97,4%, com 193,6 mil pessoas a mais.
A maior alta ocorreu no Norte, onde o número de pessoas em situação de rua cadastradas no CadÚnico saltou de 4,9 mil em janeiro de 2023 para 22,8 mil em junho de 2026, alta de 367%.
O Nordeste também cresceu acima da média nacional: passou de 29,1 mil para 61 mil registros, aumento de 109%. Nas demais regiões, o crescimento ficou abaixo da média do país, mas ainda foi expressivo: 85% no Sudeste, 83% no Sul e 79% no Centro-Oeste.
